Prefeitura de Aracaju volta a apelar pelo fim da greve dos médicos
​Trabalhadores só devem reavaliar o movimento no próximo dia 10
Cotidiano 03/03/2017 18h37 - Atualizado em 03/03/2017 20h36

Por Will Rodriguez

Os médicos da rede municipal de Aracaju chegaram ao quadragésimo dia de greve nesta sexta-feira (03). Após mais de um mês de suspensão do atendimento nos postos da capital, a prefeitura voltou a apelar para que os profissionais retornem ao trabalho, mas a categoria só vai reavaliar o movimento paredista daqui a uma semana.

Em nota divulgada nesta sexta, a administração municipal diz estranhar a manutenção da greve, considerando que, o empréstimo de antecipação do salário parcelado está disponível desde a semana passada, tendo adesão de 63% do funcionalismo.

“Quase 50% dos funcionários da Saúde já realizaram a operação de crédito, o que representa 1.849 trabalhadores. Entre os médicos, 30% deles já receberam o salário integral de dezembro através da linha especial de crédito, o que confirma a aceitação da medida”, diz a prefeitura de Aracaju.

No documento, a administração também afirma que a greve dos médicos não tem motivos justos ou legais, e classifica a postura da categoria como irresponsável e inconsequente.

“Na esperança de que o bom senso prevaleça e que o respeito à população possa superar interesses corporativos, confiamos na suspensão do movimento”, conclui a PMA.

Procurado pelo F5 News, o presidente do Sindimed, João Augusto Oliveira, disse que o sindicato deve se manifestar oficialmente sobre a questão por meio de nota. Em seu Facebook, o médico respondeu às declarações da prefeitura alegando que o canal de negociação estaria fechado. “Mandamos ofícios solicitando reunião de negociação desde o dia 20 de janeiro e nunca houve uma reunião sequer”, publicou.

Na postagem, o sindicalista também afirma que a Prefeitura estaria plantando uma falsa notícia de que os médicos não estão mantendo o efetivo mínimo de 30% em atividade. “Estamos mantendo 50%, ou seja, acima do previsto em legislação. Os ofícios comprovam e as escalas médicas são públicas para quem quiser conferir e comprovar”, rechaça Oliveira.

Os trabalhadores cruzaram os braços em repúdio ao parcelamento do salário do mês de dezembro em 12 vezes. A categoria tentou reduzir o número de parcelas, mas a proposta da prefeitura passou pela Câmara de Vereadores sem dificuldade. Com a paralisação, cerca de quatro mil atendimentos deixam de ser realizados por dia nas 44 unidades de saúde e nos dois hospitais municipais. Além dos médicos, profissionais de outras oito categorias estão parados.

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