Prefeitura de Aracaju cancela licitação das empresas de coleta de lixo
Cotidiano 24/09/2015 07h39

Por Will Rodrigues

A abertura dos envelopes com as propostas das empresas que desejam assumir os serviços de coleta de lixo em Aracaju não será realizada na próxima segunda-feira (28), como tinha sido previsto inicialmente. O processo licitatório aberto no final do mês de agosto foi cancelado pela Prefeitura de Aracaju.

Em nota, a PMA não deu detalhes sobre o que motivou o cancelamento da concorrência, mas informou apenas que adiou a licitação porque houve “necessidade de ter que realizar algumas adequações técnicas no edital, visando esclarecer aos possíveis concorrentes algumas dúvidas sobre os parâmetros técnicos exigidos e que estavam sendo questionados”. A nota, acrescenta que o edital será republicado em breve, numa data que não foi divulgada e todos os prazos previstos por lei serão restabelecidos .

Conforme o edital lançado em agosto, o serviço passaria a ser compartilhado por várias empresas, que dividiriam as atividades em seis lotes. A expectativa era de que ainda este ano as novas empresas começassem a atuar na capital. O contrato teria duração de cinco anos.

Atualmente, os serviços de limpeza pública custam cerca de R$ 2,8 milhões de reais. Por mês, são recolhidas em média 25 mil toneladas de resíduos sólidos orgânicos, entre entulho e o lixo das residências.

Os planos de ampliar a quantidade de empresas prestando serviço de coleta na capital foram divulgados desde o começo do ano e ganharam força nos últimos meses, depois que a relação entre a Prefeitura e a Torre se complicou. Este ano, a empresa já suspendeu os serviços por três vezes, cobrando uma dívida cujo valor ultrapassa os 23 milhões de reais.

A Prefeitura reconhece o débito, mas alega que parte do saldo devedor foi deixado pela gestão anterior e que já foi firmado um acordo para que o pagamento seja feito de forma parcelada até o final de 2016. O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE) abriu uma sindicância para analisar os contratos entre a Torre e a PMA e verificou que a Torre deixou de receber em torno de R$ 48 milhões, no entanto, o montante pode ser maior já que, da dívida da gestão atual, há valores que ainda não foram computados que chegam a R$ 28 milhões.

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