Preço do tomate cai e cesta básica fica um pouco mais barata em Aracaju
Cotidiano 08/09/2015 13h10Por Will Rodrigues
Anote: Café, tomate e feijão. Não dá para fazer uma receita, mas juntos esses ingredientes contribuíram para uma pequena redução no preço da cesta básica vendida em Aracaju, conforme pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em agosto foi preciso desembolsar R$ 283 para adquirir o conjunto de 13 produtos alimentícios.
O preço dos produtos citados acima teve uma redução considerável de até 8.3%, mas no saldo total, o valor da cesta caiu apenas 0.85% comparado ao valor pago no mês anterior. Isso porque produtos como o pão, o leite e a farinha tiveram uma alta média de 3% e no mês de julho a cesta já tinha aumentado 3.6%, a maior alta entre as 18 capitais pesquisadas no país.
Segundo o Dieese, a retração no preço do tomate é resultado das safras com boa produtividade que garantiram a oferta do produto no varejo. Já a carne bovina teve uma pequena redução em agosto, mas nos últimos 12 meses ficou mais cara por conta do aumento das exportações e da baixa oferta de animais para abate.
A primeira refeição do dia também está mais salgada. O pão ficou mais caro porque a chuva e excesso de calor afetaram as lavouras nacionais de trigo. O trigo importado é mais caro e com a desvalorização do real diante do dólar,o preço do pãozinho subiu.
Pelo sexto mês consecutivo, o preço do leite segue apresentando elevação. Nos últimos 12 meses, a capital sergipana teve a maior alta (11) e, apesar de o período de entressafra acontecer entre março e julho, ainda em agosto os preços continuaram elevados.
Já o café em pó tem custado mais porque o preço externo alto e a desvalorização da moeda nacional diante do dólar impulsionaram a cotação dos grãos, o que teve impacto sobre o varejo.
Em agosto de 2015, o tempo de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 79 horas e um minuto, menor do que o tempo de trabalho em julho, de 79h41m.
O trabalhador aracajuano com remuneração equivalente ao salário mínimo (R$ 788) comprometeu 39% do salário com a cesta, após os descontos previdenciários, no oitavo mês deste ano, mesmo percentual de julho.
No acumulado dos últimos 12 meses, o Dieese observa uma alta de 22,77% na cesta básica em Aracaju. Já nos sete primeiros meses deste ano, a cesta já aumento 15,19%.

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