Práticos marítimos da Barra buscam reinserção no mercado de trabalho
Ponte sobre o rio Sergipe desempregou muitos profissionais do setor
Cotidiano 15/08/2014 15h45

Com a construção da ponte sobre o rio Sergipe, a Barra dos Coqueiros (SE) foi valorizada, ficou mais movimentada, mas uma categoria sofreu um impacto negativo: os práticos marítimos que conduziam as embarcações. Eles transportavam passageiros e veículos que precisavam fazer a travessia para Aracaju. Com a ponte, eles ficaram desempregados. Essa semana, eles se reuniram com o deputado federal Laércio Oliveira para discutir as alternativas que estão buscando.

A primeira delas foi a criação do Núcleo de Apoio ao Marítimo em Macaé, no Rio de Janeiro, onde acontece grande parte da exploração de petróleo do Brasil. “A gente percebeu que lá era um local onde se contratava marítimos, mas o pessoal aqui desempregado não tinha como pagar uma pousada para ficar procurando emprego por lá. Por isso, alugamos uma casa para servir de apoio para essas pessoas que precisavam reingressas no mercado de trabalho”, afirmou, Ely Praxedes, presidente da Associação de marítimos da Barra.

Segundo Praxedes, cerca de 400 pessoas moraram na casa de Macaé e foram contratados como terceirizados na Petrobrás. “Eles trabalham 14 dias embarcados, e folgam 21. E nos dias que estão de folga geralmente voltam para a Barra para ficar com a família”, explica.

Investimentos em turismo

Outra alternativa buscada pelos marítimos foi o investimento no turismo, aproveitando as potencialidades naturais da região. “Se tivermos infra-estrutura no Pomonga para transformá-lo em um ponto turístico e as embarcações fariam a travessia dos visitantes. Já temos os barcos, o pessoal, mas ainda falta recursos para investimento na área”, disse Praxedes.

O deputado federal Laércio Oliveira se comprometeu a destinar para a localidade uma emenda  para ser investida em infra-estrutura Turística. “É preciso verificar qual é o melhor tipo de investimento para a área para atrair os turistas. O setor produtivo é a minha categoria. Farei o que for possível para ajudá-los a reinserir todo esse pessoal no mercado de trabalho”, afirmou o deputado.

O deputado também pediu a inclusão na pauta da Comissão do Trabalho, do PL 3765/2008 que dispõe sobre o regime de trabalho dos empregados nas atividades de exploração, perfuração, produção e refinação de petróleo, industrialização do xisto, indústria petroquímica e transporte de petróleo e seus derivados por meio de dutos. O objetivo da proposta é reduzir a jornada de trabalho para esse profissionais, que muitas vezes tem sua saúde comprometida em função de jornadas ininterruptas e em turnos que se alternam pela manhã, tarde e noite.

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