Pouco conhecido, o seguro residencial oferece muitas vantagens
Custo é de apenas entre 0,1 a 0,2% do valor segurado
Cotidiano 07/12/2015 14h44

Por Aline Aragão

Chega o final de ano, época de festas e férias, e muitas pessoas começam a se programar para o merecido descanso. Mas para quem vai viajar surge a dúvida: como vai ficar a casa? A desconfiança, ou medo, tem um motivo: a criminalidade, já que,todos os dias, os noticiários mostram residências invadidas e/ou arrombadas por marginais.

O oficial de justiça Robson Aguiar estava em Salvador com a família quando soube que sua casa tinha sido invadida. Ele relata que os bandidos fizeram a festa, levaram eletrodomésticos, joias, roupas e até calçados. Pra ele, o prejuízo só não foi maior porque possuía um seguro residencial. “Já tenho seguro há oito anos, quando decidi fazer não imaginava que precisaria usar por problemas como esse. A gente nunca acha que vai acontecer com a gente, hoje não abro mão”, comenta.

Mas apesar de o seguro residencial ser um aliado essencial para a segurança das famílias, ainda são poucas as pessoas que contratam esse serviço. Estima-se que apenas 15% dos brasileiros têm seguro residencial. Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Seguro de Sergipe (Sincor/SE), Erico Melo, a questão pode ser ainda cultural, ou mesmo por falta de informação. “Quando se fala em seguro, as pessoas lembram logo do seguro automotivo, e comparam achando que vão pagar um valor absurdo no seguro residencial”, observa.

O seguro de veiculo é o carro chefe em todo Brasil; em Sergipe, representa mais de 40% de todo o setor, seguido dos seguros relacionados à empréstimos bancários, financiamentos ou vendas a prazo e dos seguros de vida e previdenciários. Já o residencial representa a menor parcela do mercado. O que as pessoas também não sabem é que ele é bem mais em conta. “É um dos mais baratos, custa de 0,1 a 0,2% do valor segurado, ou seja, se você tem um imóvel que custa R$ 400 mil, pagará pelo seguro cerca de R$ 300 ao ano, menos de um real por dia, e quando comparado o custo benefício, vale muito a pena”, explica Melo.

Vantagens e serviços agregados

O seguro básico cobre prejuízos causados por incêndio, raio e explosão. Mas o contratante pode moldar a sua apólice de acordo com a necessidade, seja no caso de roubos, alagamento e até problemas envolvendo o empregado doméstico.

Mas os serviços agregados são os que fazem toda diferença. Serviços como reparos elétricos, hidráulicos, lavagem de caixa d´água, serviços de chaveiro, conserto de eletrodomésticos, entre outros têm atraído cada vez mais segurados.

Hoje morando em um condomínio residencial as chances de ter a casa invadida diminuíram, mesmo assim, Robson decidiu continuar com o seguro. O motivo, segundo ele, são os benefícios de ter sempre que precisar um profissional habilitado e de qualidade para realizar reparos domésticos. “Sempre utilizo esses serviços, lavagem de caixa d´água, por exemplo, que precisa ser feita a cada seis meses; também já tive problema com máquina de lavar, ar condicionado, e tudo ficou por conta do seguro. Você ganha tempo, tem um serviço de qualidade, e não fica quebrando a cabeça atrás de um profissional, e quando você olha o custo benefício, não tem o que pensar”, diz.

Mercado X Crise

Mesmo diante do cenário de recessão vivenciado por todos os setores da economia, o setor de seguros estima terminar o ano com um crescimento de 30% em todos os seguimentos.

Em Sergipe, até novembro o automotivo já registrava um crescimento de 40%, enquanto o residencial estava em torno de 6%. Segundo Érico Melo, o mercado sergipano é promissor e tem potencial para crescer muito mais. “Teremos ainda cerca de dez anos de crescimento sustentável”, prevê. 

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