População reclama do aumento da tarifa de ônibus
Custo da passagem vai de R$ 2,35 para R$ 2,70 Cotidiano 17/12/2014 20h00Por Aline Aragão
Um dos projetos que foi aprovado na Câmara de Vereadores de Aracaju na tarde dessa quarta-feira (17) trata do reajuste da tarifa do transporte público municipal. A previsão é de que o aumento fique em torno de 14,9%, levando a passagem de ônibus a R$ 2,70, valor que gerou revolta da população.
A universitária Jamile Reis (foto abaixo) considera o aumento abusivo, pois, a seu ver, não condiz com a realidade do transporte público da capital. “Temos um serviço de péssima qualidade, com ônibus lotados, que quebram constantemente, sem falar na falta de segurança nos terminais”, reclama.
Assim como Jamile, o auxiliar administrativo Lucas Andrade também não concorda com o aumento e diz que irá afetar o orçamento do trabalhador que depende do transporte. “É um aumento expressivo e com certeza vai fazer diferença no final do mês”, disse.
O auxiliar de serviços gerais Antonio Carlos de Jesus Lisboa disse que pega quatro ônibus por dia e em todos encontra dificuldade para sentar e muitas vezes para conseguir embarcar, devido à superlotação. “Se querem aumentar, deveriam antes melhorar as condições do serviço. Nós que precisamos é que sentimos, e agora vamos sentir no bolso também”, afirmou.
O Sindicato das Empresas do Transporte de Passageiros de Aracaju (Setransp) enviou nota informando que encaminhou na semana passada à SMTT as atualizações dos custos que envolvem a prestação do serviço de transporte coletivo da Grande Aracaju, como acontece anualmente.
O Setransp diz também que apresentou uma projeção mínima de R$ 2,85 para a tarifa. Já na Câmara dos Vereadores foi apresentado pela prefeitura um projeto que trata do reajuste tarifário no valor de R$ 2,70.
De acordo com o material enviado pelo Setransp foram pontuadas questões como a defasagem da tarifa de ônibus, que segue em, praticamente, dois anos sem reequilíbrio tarifário, enquanto nesses dois anos, segundo o sindicato, os custos para prestação do serviço sofreram consideráveis reajustes, entre eles, um acréscimo de 20,64% nas despesas com pessoal e 21,5% a mais de custo com combustível.
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