População marcha contra exploração sexual de crianças e adolescentes
Cotidiano 18/05/2013 07h54

Para combater a violência sexual praticada contra crianças e adolescentes, mais de 100 pessoas marcharam, no cair da noite desta sexta-feira, 17 de maio, pela Orla de Atalaia e conversaram com a população sobre a importância da denuncia para combater este crime que destrói a vida de meninos e meninas.

Em 2013 a Secretaria de Saúde registrou em Sergipe 343 notificações de violência sexual contra crianças e adolescentes. Para que mais crianças deixem de ser violentadas e exploradas sexualmente, a população deve denunciar através do disque 100 ou do 181.

A violência sexual abrange o abuso sexual – cuja prática é mais frequente no seio familiar, sendo praticado por familiares e pessoas que a criança confia –, e os casos de exploração sexual – em que o corpo da criança é utilizado numa rede de exploração para gerar lucro para os criminosos. A presidente do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Gilman Campos, relata que ambas as práticas comprometem o futuro de crianças e adolescentes gerando traumas e sequelas por toda a vida.

“Não podemos mais admitir a violência contra a criança e o adolescente. É uma marca que eles carregam pelo resto da vida. Percebemos que hoje a população já entendeu a importância da denuncia, e o resultado é um aumento do numero de notificações. Apesar deste avanço, sabemos que as notificações representam apenas 10% do total dos casos de violência sexual que existem”, explica.

A presidente do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), Lídia Anjos, percebe avanços importantes como a ampliação das organizações e entidades parceiras que participam da marcha. “A população já está mais consciente, mas ainda há muito por fazer. Cada município tem que construir um plano municipal de combate à violência com o fluxo de atendimento às vítimas”, enfatiza.

Além do MNDH e do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, realizam a marcha o Instituto Braços, o Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, CUT, UFS e OAB/SE.

A atividade informativa e de mobilização marca o dia 18 de maio, Dia Nacional de Combate à Violência contra Criança e o Adolescente – uma data que remete à violência sexual e bárbaro assassinato de uma menina no Espírito Santo, um crime que chocou o país.

Fonte e Foto: Por Iracema Corso/Ascom

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