População de Campo do Brito reclama do valor da passagem intermunicipal
Juiza determinou redução de R$ 2,50 para R$ 1. Motoristas discordam Cotidiano 07/10/2014 11h09Por Will Rodrigues e Fernanda Araujo
Os usuários do transporte coletivo da cidade de Campo do Brito, localizada a cerca de 60 km de Aracaju (SE), estão insatisfeitos com o valor da tarifa de R$ 2,50 que é cobrada pelos ônibus da Coagreste, pela viagem até o município de Itabaiana. A insatisfação gerou uma ação judicial que foi acatada pela juíza titular da Comarca de Campo do Brito, Elaine Celina Afra Santos Dutra, na semana passada. Os cooperados decidiram na última quinta-feira (2) que iriam cumprir a decisão judicial e passaram a cobrar a passagem de R$ 1,00.
Entretanto, nessa segunda-feira (6), os motoristas resolveram paralisar as atividades e bloquear as vias de acesso à cidade. Os moradores ficaram impossibilitados de utilizar o serviço. Os rodoviários só desfizeram o bloqueio por volta das 10 horas desta terça-feira (7), quando realizaram uma carreata.
De acordo com a Coagreste, a primeira reclamação foi protocolada por um morador da cidade em 2011 e na sentença a magistrada argumentou que a decisão foi tomada com base nos valores praticados pela Cooperativa que faz o transporte de passageiros para Aracaju.
O estudante Marcos Rodrigues diz que a população acha injusto o valor cobrado atualmente. “De Aracaju para Campo do Brito são seis reais, mas quem precisa ir à Itabaiana paga entre R$ 2 e R$3,50, sendo que a distância é de apenas oito quilômetros", explica.
Em entrevista a F5 News, o presidente da Coagreste, Wilson José dos Santos, informa que a cooperativa entrou com recurso e uma liminar do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe, deferida nessa segunda, garantiu a manutenção da tarifa de R$ 2,50 até que o processo seja concluído.
Wilson defende que a primeira decisão judicial é insensata pois tem como base os valores praticados em Aracaju e também se baseia em dados referentes a 2011. “A lei estadual 5.735 proíbe a nossa cooperativa de circular em Aracaju. Além disso, os cálculos apresentados na sentença foram feitos com base em valores de produtos e equipamentos em 2011, mas nós estamos em 2014 e os custos aumentaram. Um pneu que naquela época custava 500 reais, hoje custa 900”, pondera.
Ele ainda acrescenta que a planilha de gastos que norteia o valor da taxa cobrada é elaborada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). “Nós somos apenas a operadora do serviço”, completa.
Os motoristas asseguram que vão normalizar as atividades ainda nesta terça, mas quem precisar utilizar os serviços deve continuar pagando R$2,50 pela passagem.
Foto: Marcos Rodrigues

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