População busca formas de driblar segundo reajuste na energia
Energisa aplica mais um reajuste autorizado pela Aneel Cotidiano 22/04/2015 10h02Por Elisângela Valença
No mês de fevereiro, a população brasileira começou a amargar um reajuste pesado na conta de energia elétrica. Pessoas comentam que a conta aumentou em duas, três e até quatro vezes. E, a partir de hoje, 713 mil unidades consumidoras, entre residenciais e industriais, em 63 cidades sergipanas, passam a amargar um reajuste de 10,74% para o consumidor residencial e de 17,46% para o consumidor industrial.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou um índice de revisão tarifária extraordinária para a Energisa de Sergipe de 8% por causa do custo extra que as distribuidoras tiveram pelo uso maior de usinas termoelétricas pela falta de chuvas.
Mesmo antes dos reajustes tarifários, o consumidor vem aplicando mudanças de comportamento para economizar no consumo de energia e a ideia agora é diminuir o impacto do reajuste no bolso.
O fotógrafo Reinaldo Gasparoni já tinha trocado as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e os ventiladores de teto por ventiladores comuns. “A gente diminuiu a frequência e a quantidade de roupas para passar ferro e só usamos a máquina de lavar para as roupas grandes, como lençóis e toalhas, porque estamos lavando as menores na mão. Desligamos o ar-condicionado e estamos dormindo com as janelas abertas porque o apartamento é fresco”, disse.
Eraldo Sousa, radialista, também alterou o uso de alguns aparelhos e os serviços em casa. “Desligamos o bebedouro durante a noite, ficando desligado por 12 horas. Guardamos o forno elétrico e diminuímos o uso da máquina de lavar, do ferro elétrico, do ar-condicionado e do ventilador”, contou.
“Ensinamos nosso filho a dormir com a luz apagada e estamos tirando os aparelhos das tomadas. Passamos o dia todo fora e nossa conta subiu em 100%, imagina agora com mais um reajuste”, disse o servidor público Luiz Antônio Carvalho.
A professora Iris Bomfim também feito ajustes com reclamações, como todos os consumidores. “Tenho usado menos a máquina de lavar, mas com muito esforço numa cidade quente como Aracaju e com criança em casa. Você junta roupa muito rápido e não dá para acumular muito tempo”, comentou.
Na casa do bombeiro Sérgio Freire, passa-se ferro na roupa uma vez na semana e os aparelhos desligados são desplugados das tomadas. “Foi o fim do banho quente lá em casa e só estamos usando o ar-condicionado quando o inferno está instalado”, disse, mantendo o bom humor.

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