Policial denuncia suposta adulteração na alimentação dos cavalos da PM
Polícia Militar nega o fato, mas diz que denúncia poderá ser apurada
Cotidiano 26/05/2015 13h40

Por Fernanda Araujo

O setor jurídico da Associação dos Militares de Sergipe (Amese) oficiou o Comando da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) solicitando a apuração de denúncia feita por um sargento da PM, que não quis ser identificado. A denúncia relata que os cavalos da cavalaria da PMSE estão recebendo ração de qualidade inferior a comprada pelo Governo do Estado, o que levou os animais a estarem na fila para sacrifício em face da subnutrição. Ao todo, são 69 cavalos da corporação.

“São cavalos de raça que custaram até caro, então é necessário que se apure para averiguar se a denúncia procede ou não. O denunciante disse, inclusive, que se fizer exame de sangue vai detectar esse fato”, afirma o advogado da Amese, Márlio Damasceno.

O advogado conta que há alguns cavalos que serão sacrificados por conta da idade avançada, o que é normal, no entanto, caso a denúncia seja confirmada será encaminhada ao Ministério Público para que se tomem as devidas providências, até apurar se houve a troca da ração.

“Segundo tomei conhecimento, a PM, realmente, compra ração de qualidade e tem que ser assim porque são animais de raça, que necessitam de um cuidado especial”, diz. Se o caso for comprovado, Damasceno afirma que na Constituição é crime de maus tratos a animais e na esfera militar também é considerado crime por não zelar pelo animal de trabalho.

PMSE

Segundo o tenente-coronel Paulo Paiva, assessor da PM, não há qualquer indício de veracidade dessa denúncia. O assessor afirma que não há nenhum cavalo com sintomas de desnutrição e, muito menos, há lista de cavalos para sacrifícios. “A Polícia Militar, sequer, sacrifica seus animais, mesmo quando o animal se torna inservível para a atividade. Neste caso, o tiramos da carga da polícia e disponibilizamos para doação. Esse procedimento é, inclusive, regulamentado por uma Portaria do Comando chamada de remonta”, explica a F5 News.

Paiva relata também que a ração servida nos últimos três anos é de primeira qualidade, elaborada sob medida e atende todas as necessidades nutricionais. O fabricante, vencedor dos três últimos processos licitatórios, é o mesmo das polícias de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas.

O Comando entende que seja improvável qualquer tipo de “esquema de troca de rações” no âmbito da corporação, entretanto, caso receba documentos comprobatórios ou elementos da existência de tal irregularidade, vai apurar rigorosamente.

O assessor nega ainda que a polícia esteja investindo excessivamente em cavalos de raça. “A PM não tem cavalos de raça, os cavalos que adquirimos são mestiços. A última vez que a PM fez investimento na compra de cavalos foi em 2007, que chegou a 100 mil reais e foram 20 unidades adquiridas. Quem está passando essas informações não é militar ou é alguém muito mal intencionado”, contesta.

Foto: imagem meramente ilustrativa

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