Policiais civis reclamam da gestão do novo coordenador da Deplan
Ele é acusado de
Cotidiano 07/02/2013 19h00

Por Míriam Donald

O novo coordenador da Delegacia Plantonista (Deplan) de Aracaju, delegado João Martins, está causando desconforto aos agentes, agentes auxiliares e escrivães do estabelecimento, que apontam nele falta de habilidade gerencial e ações descabidas. O desconforto resultou na visita dos agentes na sede do Sindicato dos Policias Civis (Sinpol) para que a entidade tome alguma posição em ajuda aos policiais.

Segundo Antônio Moraes (foto), presidente do sindicato, o delegado está mudando por conta própria uma escala de serviços em vigor há muitos anos e pretende obrigar os agentes a trabalhar em escalas extras. Ele afirmou ainda que João Martins quer mudar os procedimentos sem diálogo e privilegia apenas delegados de polícia que devem receber pagamento caso haja ‘possíveis horas extras’. “Infelizmente vem se confirmando uma imagem que o delegado João tem na Polícia Civil. A Plantonista não é uma delegacia comum, ela funciona 24 horas em regime de plantão.”

Moraes também diz que João Martins tem, nos seus mais de 10 anos de profissão, um histórico de já ter se desentendido com subordinados e de dar ordens despropositadas. “Hoje ele não tem uma equipe sólida porque as pessoas não confiam na capacidade gerencial dele. Não há interesse de prejudicar os trabalhos, mas se ele não abrir diálogo com o sindicato teremos dificuldade na delegacia. Por conta do efetivo reduzido, os policiais civis precisam desdobrar as atividades para dar conta da demanda do trabalho”, coloca.

Os agentes acreditam que o delegado pode prejudicar a vida particular deles, que serão afetados física e psicologicamente “Essa escala não pode ser modificada nem acrescentada em nada. Se eu trabalho hoje em um plantão de 12 horas e se eu trabalhar mais 12 horas, como eu vou lhe atender? Os profissionais precisam estar estabelecidos e é isso que a escala tradicional cumpre”, destaca o presidente do Sinpol.

Ainda de acordo com  Moraes, o cargo de ‘coordenador da Deplan’ não existe. Ele enfatiza que não existe esse cargo na legislação orgânica da Polícia Civil sergipana. “É habitual na Polícia Civil criar cargos ou algo fora da lei e remunerá-los ilicitamente, como é o cargo de coordenador que não tem remuneração própria, mas recebe por horas extras”, explica.

Providências

Diante da situação, o Sinpol entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE), já que, segundo o artigo 10 da lei nº 6.429/2009, o horário de trabalho, inclusive regime de plantão dos servidores policiais civis, compete à portaria do secretário de Segurança Pública e o delegado deve estar habilitado à ocupação de policial e gestor.

A categoria conversou com o secretário João Eloy sobre o problema no fim da tarde desta quarta-feira (06) e ele afirmou não ter conhecimento do fato narrado pelo grupo e se comprometeu a conversar com a superintendente, delegada Katarina Feitosa. Assegurou o secretário que daria uma resposta logo após o carnaval.

“Melhor que se resolva de forma administrativa do que agilizar demandas da justiça inviabilizando o diálogo e queremos manter isso com o secretário e a superintendente. Houve uma tentativa de diálogo para que isso não acontecesse, mas não obtivemos êxito. Com isso, tivemos que procurar o secretário”, afirma Moraes.

Caso não haja acordo, os servidores farão uma reunião na delegacia com os policias envolvidos para discutir a situação, o que, segundo a classe, pode gerar mudança de postura dos agentes e escrivães, mesmo respeitando o que foi imposto pelo delegado. “Está machucando, mas por enquanto estamos respeitando o autoritarismo do delegado”, diz Moraes.

Após contato com secretário, a comissão decidiu suspender essa convocação para aguardar a resposta do secretário e o sindicato e os servidores possam se posicionar.

F5 News entrou em contato com a assessoria da Deplan para falar com o delegado João Martins, mas não obteve retorno.

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