Policiais civis não são recebidos na Seplag e vão cobrar do Governo
Instituto de Identificação é fechado por 24h e gera transtornos Cotidiano 19/03/2014 12h00Por Fernanda Araujo
Policiais civis de Sergipe e servidores da Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp) se reuniram novamente em frente à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) para cobrar uma posição do Governo quanto às reivindicações referentes à Lei Orgânica, os pagamentos atrasados de reajustes lineares de 2008 a 2011 e de 2013, o reenquadramento de 15 profissionais, incorporação da gratificação da categoria, entre outros itens.
Em reunião na quinta-feira (13), de acordo com a assessoria de comunicação da Seplag, o secretário João Augusto Gama expôs a situação financeira de Sergipe e solicitou um prazo para levar os questionamentos até a equipe econômica do Governo. Segundo o presidente do Sinpol, Antonio Moraes, o posicionamento seria dado nesta quarta-feira (19), porém, o horário para nova reunião ainda não havia sido marcado. A assessora do órgão, Adrine Cabral, informou que já havia uma reunião agendada para sexta-feira (21) às 11h, mas foi oferecido a eles um encontro hoje com a secretária adjunta, pois o secretário está presente na assinatura do concurso para perícias com o governador Jackson Barreto, no Palácio de Veraneio.
Inconformados por não serem recebidos pelo secretário, os servidores seguiram em carreata ao Palácio de Veraneio para cobrar uma posição do governador.
Serviços suspensos
Os serviços da Polícia Militar, do IML, e dos institutos de Identificação, Criminalística e Estatística Forense estão suspensos por 24 horas. Temporariamente os policiais só estão atuando nos casos de emergência e flagrantes. No IML autópsias não estão sendo realizadas, apenas o recolhimento de corpos. O Instituto de Identificação, localizado na avenida Adélia Franco, amanheceu fechado, e quem o procurou perdeu a viagem.
Foi o caso do estudante Marcos Rodrigues. “O Instituto de Identificação estava fechado quando cheguei, com algumas pessoas lá, e outras chegando. O segurança informou que nenhum serviço de lá estaria funcionando e o serviço que necessito só é realizado lá. Não houve aviso prévio de paralisação. Como fica a situação de pessoas que saem do interior em busca dos serviços da SSP?”, disse.
Reivindicações
Antonio Moraes (foto ao lado) afirma que a iniciativa do Governo em assinar um concurso público para perícias é necessária, mas questiona: “90% da perícia sergipana está em desvio de função. Queremos dar a esses o mínimo de segurança, preservar os direitos deles, para não serem descartados quando houver o concurso. O Governo precisa dizer o que vai fazer com eles”, disse.Ele aponta ainda que o Governo não apresentou dados sobre a situação financeira do Estado às categorias e apenas diz que Sergipe já alcançou o limite prudencial, o que Moraes configura como uma ‘ladainha’ que "parece discurso decorado". Ele lamenta que as reuniões com servidores só estejam sendo feitas poucos dias antes do final do prazo para o Governo negociar, tendo em vista que em ano eleitoral o prazo é até 8 de abril.
“Isso demonstra uma falta de planejamento do Estado. As demandas das categorias, delegados, policiais militares não são novas. O nosso enviamos há dois anos e até agora não houve contraproposta. Se tivesse com certeza estaríamos finalizando as negociações em situação menos tensa", afirmou.
Hoje às 19h30, no auditório da Acadepol, haverá assembleia geral com a PC e o Cogerp para definir ações futuras”.

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