Policiais civis mantêm suspensão de visitas em delegacias de Aracaju
A suspensão hoje (11) foi na 4ª DM Cotidiano 11/08/2015 09h55Por Elisângela Valença
A greve dos policiais civis já entrou no nono dia e a suspensão de visitas hoje (11) aconteceu na 4ª Delegacia Metropolitana (4ª DM), no bairro Farolândia, zona sul de Aracaju.
Segundo Jorge Henrique dos Santos, assessor de Comunicação e membro do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe (Sinpol/SE), a suspensão de visitas acontece de forma independente da greve. “As suspensões começaram no dia 16 de julho, antes da greve”, disse Jorge.
“Nós suspendemos as visitas para tentar chamar a atenção do poder público que delegacia não é lugar de preso ficar custodiado. O lugar dele é o presídio”, disse. “Na delegacia, o preso fica enquanto se apura o flagrante, por exemplo, é coisa rápida, de poucas horas”, explicou.
De acordo com ele, um xadrez de uma delegacia tem em média uma área de 16m² (4x4m), espaço insuficiente para a média de 20 pessoas que ficam custodiadas nele. “O preso não consegue fazer as necessidade fisiológicas com privacidade, eles não conseguem dormir, se alimentar, além da transmissão de doenças infectocontagiosas, já que o ambiente é insalubre. Quem comete crime, tem que pagar por ele, mas com dignidade”, comentou.
Além de pontuar questões de direitos humanos, ele levanta as questões relativas às funções do policiais e delegacias. “O policial civil não tem a formação de um agente penitenciário, as atribuições de cada um são completamente diferentes. Tomando conta de preso custodiado, o policial civil deixa de cumprir o papel dele, que é investigar, apurar, entre outras atividades. A delegacia não é presídio, o espaço aqui não foi construído para isso”, comentou.
Jorge disse que, até o momento, as negociações com o governo não tiveram avanço e a categoria segue mantendo apenas 30% do efetivo para fazer flagrante delito, liberação de corpos e guias especiais.

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