Policiais civis mantêm movimento de paralisação de atividades em SE
Cotidiano 23/08/2016 12h33Por Fernanda Araujo
Em assembleia realizada pelos policiais civis na Academia de Polícia (Acadepol), em Aracaju (SE), no final da manhã desta terça-feira (23), a categoria decidiu manter o movimento de paralisação das atividades externas.
A operação denominada “Meu Salário, Minha Vida” vai continuar em Sergipe. Os policiais farão somente serviços internos. Cumprimento de mandado de prisão, intimação e outros, considerados externos, não serão realizados. Será definida ainda a data para a nova assembleia com paralisação, programada para ocorrer em frente ao Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope).
Segundo o diretor do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), Luiz Borges, até o momento o governo do Estado não se pronunciou sobre o atraso e parcelamento dos salários da categoria. “Hoje mais uma vez em entrevista às emissoras de rádio o secretário da Fazenda, Jefferson Passos, afirmou que o Estado não tem dinheiro, mas continua atrasando e parcelando nossos salários. Isso é um absurdo. Nós já estamos há mais de sete anos sem nenhuma correção salarial e dessa forma não dá para continuar”, critica.
Os policiais afirmam que estão sendo desrespeitados pelo governador Jackson Barreto. “A nossa categoria é a segunda profissão mais estressante do mundo, além do estresse do combate à criminalidade ainda temos o estresse agora de sair de casa e não deixar o alimento para a nossa família”, lamenta Borges.
O diretor cobra ainda do Judiciário que se pronuncie em relação a uma ação que o Sinpol entrou desde setembro do ano passado, mas que até agora não foi julgada. “Enquanto que a ação da base já foi julgada, inclusive, com parecer favorável. Ou seja, a gente espera que a nossa tenha o mesmo destino, a aprovação”, diz.
O movimento dos policiais civis foi iniciado há 15 dias. Além do atraso salarial acontecendo há vários meses, com pagamentos feitos no dia 11, segundo a categoria, a partir do mês passado o governo começou também a parcelar. Isso foi a gota d’água para os profissionais que realizaram manifestações no DAGV e em frente ao Tribunal de Justiça.
Foto: arquivo F5 News/Humberto Alves

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