Policiais civis cruzam os braços por 24 horas em Sergipe
Cotidiano 21/09/2016 08h32 - Atualizado em 21/09/2016 10h39Por F5 News
Os policiais civis de Sergipe iniciaram na manhã desta quarta-feira (21) uma paralisação de 24 horas com um ato na frente da Secretaria da Segurança Pública (SSP), na praça Tobias Barreto, em Aracaju. A mobilização que acontece simultaneamente em 17 estados brasileiros é contra a PEC 241/2016 e o PLC 54/2016 em tramitação no Congresso Nacional que, segundo os trabalhadores, geram uma série de prejuízos para o funcionalismo público.
A PEC 241 define limite de gasto público federal à inflação do ano anterior por um período de 20 anos, o que, na ótica dos policiais civis, implica no congelamento salarial de investimentos nos serviços públicos. “Como limita o gasto público, não vão poder ocorrer as progressões, nomeações para repor o efetivo, numa atividade que frequentemente sofre baixa, até por conta da aposentadoria”, entende o presidente do Sinpol/SE , João Alexandre Fernandes.
A categoria pretende pressionar os governos para modificar as proposituras. Se o pleito não for contemplado, os policiais não descartam a possibilidade de deflagrar uma greve geral no país. “Esse pacote de maldades atende a conveniência dos Estados em relação à dívida com a União, que foi feita com os bancos e querem que nós paguemos a conta, mas não vamos admitir porque não somos responsáveis por ela”, disse Fernandes.
Em Sergipe, apenas os serviços de flagrantes serão realizados nas delegacias até às 8 horas desta quinta-feira (22), quando a mobilização será encerrada.
F5 News procurou a assessoria de comunicação da SSP/SE que encaminhou uma nota informando que até o momento a manifestação não prejudicou o serviço prestado ao cidadão."Nesta quinta-feira (22), o Governo do Estado anuncia a data de quitação do salário de agosto e sinaliza para a regularização dos pagamentos em setembro. Sobre o diálogo com a categoria, a SSP informa que os policiais civis foram recebidos pelo governo, inclusive pelo próprio governador, e os canais de negociação permanecem abertos para se buscar uma solução conjunta. A lei dos agentes auxiliares, recusada pelos servidores em 2014, será encaminhada até o final do mês à Assembleia Legislativa", afirma a pasta.
Foto: F5 News

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