Polícia procura suspeitos de aplicar golpe bancário em Aracaju
Cotidiano 15/02/2017 11h33 - Atualizado em 15/02/2017 12h08

Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues

Um novo golpe bancário aplicado em Aracaju (SE) está sendo investigado pela Delegacia de Defraudações e Crimes Cibernéticos. A polícia identificou um grupo especializado em aplicar golpes a pessoas que vão a agências para trocar cheques. A fraude, segundo a delegacia, já gerou prejuízos de cerca de R$ 200 mil de pessoas jurídicas.  

Através das imagens das câmeras de segurança das agências bancárias, a polícia conseguiu a identificação visual de quatro suspeitos, ainda sendo procurados. Eles agiam em diversas agências bancárias, de diferentes instituições, todas na capital sergipana.

Segundo a delegada Rosana Freitas, os suspeitos convenciam a pessoa que estava em determinada agência para que, ao invés de ela aguardar o tempo de espera para chegar à boca do caixa e trocar a folha do cheque da pessoa jurídica, o criminoso oferecia o valor correspondente em espécie e ficava com o cheque. O golpista saía da agência e retornava posteriormente com o mesmo cheque adulterado, em valor superior.

O golpe estava sendo aplicado no final de janeiro deste ano; na mesma semana em que os cheques foram depositados ou sacados nas agências, a polícia iniciou as investigações.

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“Ao invés das pessoas, que estavam inicialmente com o cheque fazerem a troca no caixa, eles efetuavam essa troca com o suspeito e ficavam com o dinheiro; depois os cheques eram adulterados, depositados em conta ou apresentados na boca do caixa para serem sacados, sempre em valores maiores. Teve adulterações, por exemplo, em um cheque emitido no valor de R$ 1.500 e que foi adulterado para o valor de R$ 70 mil”, conta Freitas.

O lesado, na realidade, de acordo com a delegada, era o proprietário do talonário, que só percebia o golpe quando era sacado da conta um valor bem superior ao esperado.

“O titular daquela conta informava ao banco que não havia emitido o cheque naquele valor. Foi quando demos início às investigações. Todas as vítimas informaram exatamente o mesmo modus operandi”, explica a delegada.

Como parte do delito, a polícia acredita que é feita uma espécie de lavagem na área correspondente ao valor do cheque e reescrito o valor que o criminoso deseja. Nem mesmo as agências desconfiavam da ação, já que a folha e a assinatura eram verdadeiras. A polícia acredita que existam outros envolvidos apenas na adulteração dos cheques.

“São pessoas geralmente que não levantam suspeitas, de idade até avançada, educadas e que puxam conversa para que a pessoa que esteja portando o cheque se sinta à vontade de fazer aquela transação sem desconfiar que se trata de um crime”, ressalta Rosana.

Até o momento, foram identificados quatro cheques sacados pelo grupo; outros foram depositados, mas não foram pagos diante da descoberta da fraude.

A delegada aponta que qualquer possível vítima deve procurar a delegacia. Ela ainda atenta para que pessoas jurídicas e até mesmo físicas evitem aceitar esse tipo de conduta. Segundo a delegada, os portadores nominais dos cheques deverão prestar esclarecimentos para averiguar se eles possuem algum vínculo com a associação criminosa.

Fotos: SSP/SE

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