Polícia prende homens suspeitos por oito homicídios em Aracaju
Crimes estariam relacionados ao tráfico de drogas Cotidiano 07/10/2015 11h31Por Fernanda Araujo e Will Rodrigues
Cerca de 70 homens das polícias Civil e Militar deflagraram uma operação de busca e apreensão que culminou na prisão de cinco pessoas, na manhã desta quarta-feira (07). A operação foi realizada na invasão do antigo Manicômio Santa Maria, no bairro Siqueira Campos, zona Oeste de Aracaju (SE).
Os presos são suspeitos de pelo menos oito homicídios ligados ao tráfico de drogas. Foram cinco presos: quatro adultos e um adolescente apreendido, que ainda deve ser identificado. Três mandados de prisão foram cumpridos, uma pessoa foi presa em flagrante e uma arma de fogo apreendida na ocupação.
Maxwuell Santos da Silva, de 26 anos, Iuri Eduardo Santos Silva, natural da Bahia, 23, além de Michael da Cruz de Souza e Rubens Messias dos Santos – único com passagem pela polícia e preso em flagrante. “O adolescente foi conduzido para a unidade de homicídios para que ele possa ser identificado adequadamente, ele faz parte do grupo criminoso, não porta nenhum tipo de identificação e não está identificando nenhum familiar”, conta o delegado Alessandro Vieira, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
As investigações foram conduzidas pela 1º e 5º Divisão do DHPP por aproximadamente seis meses. “Com o apoio essencial da PM que fez o cerco tático em toda a região, foi possível que as equipes da Polícia Civil: DHPP, Denarc (Departamento de Narcóticos) e Gerb (Grupamento Especial de Repressão e Busca), realizassem as prisões e as buscas em todos aqueles imóveis”, acrescenta Alessandro Vieira.De acordo com o delegado, todos os homicídios ocorreram em Aracaju, nas imediações do Bairro América e do Siqueira Campos, por disputa de espaço para venda de drogas. “Eles fizeram a tomada da boca de fumo que funcionava naquela comunidade. A região é mais um dos vários pontos de venda de drogas que nós temos na Grande Aracaju. Infelizmente, o problema da droga não é um problema de polícia, é um problema de saúde e social. Existe uma demanda do usuário, do viciado, pela compra, e o criminoso se dispõe a fazer a venda e procura ocupar espaços mais lucrativos através da violência”, ressalta.
Foto principal: Will Rodrigues/F5 News
Foto: Cleverton Ribeiro/arquivo F5 News

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