Polícia detalha prisão do ex-pastor acusado de estelionato
Cotidiano 14/05/2013 11h19Por Míriam Donald
Acusado de estelionato e dar golpe em várias pessoas por vender e não entregar terrenos para a construção de casas, o ex- pastor Carlos Henrique Souza Quirino (foto abaixo), da fundação evangélica ‘El Shadday’, do município de Itaporanga, foi preso na última segunda-feira (13) em Itabaiana e sua prisão detalhada na manhã desta terça-feira (14) na Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE).
Segundo o delegado de Itaporanga D’ajuda, Desrkson de Castro Almeida (foto principal), a investigação, que resultou em sua prisão, foi iniciada a partir vários mandados de prisão em aberto, pois ao observá-los, constatou-se que um deles era o de Carlos Henrique. “No ano de 2010, o ex-pastor adquiriu através da fundação El Shadday, um grande terreno e dividiu em 200 lotes de 40 metros quadrados e começou a vender para as pessoas em Itaporanga. Esses compradores relataram que os lotes eram para a construção de casas”, afirma.
Indignados com o não recebimento dos lotes após o pagamento, as pessoas denunciaram o ex-pastor na delegacia de Itaporanga, o que gerou inquérito policial, onde o mesmo foi indiciado e posteriormente denunciado por um promotor de justiça. Assim, em 19 de outubro de 2012, sua prisão preventiva foi decretada. “O processo está em tramitação na justiça ele ficará a partir desse momento a disposição do juiz da Comarca de Itaporanga,Gustavo Plech”, diz o delegado Desrkson.
Em contrapartida, o acusado garante que o terreno foi comprado e todo o processo foi realizado de forma legal. De acordo com ele, procedimentos como topografia, terraplanagem, pagamos todas as taxas da Prefeitura, foram realizados. “Muitas pessoas pagaram tudo, já outras efetuaram a metade ou apenas uma parte. O que atrapalh
ou o projeto foi o fato daquelas pessoas que não pagaram todo ou a metade e isso ocasionou na parada do projeto”, alega.Ainda de acordo com Carlos Henrique, em consequência disso começaram a surgir alguns boatos de que seria golpe e os responsáveis iriam fugir. “Com é que uma pessoa vai dar golpe e compra um terreno de 170 mil reais. Como ela vai dar golpe e paga todas as taxas da Prefeitura, faz documentação a as demais medidas necessárias? Isso não existe, isso não é golpe”, rebate.
Empreendimento
O ex-pastor explica que o empreendimento era um residencial derivado de um projeto do Governo Federal, que solicita que as pessoas interessadas na aquisição da casa própria sejam reunidas e tenham um terreno para que a moradia seja construída, e assim, dar entrada na Caixa Econômica.
“Segundo o levantamento que nós fizemos sobre os loteamentos, os terrenos, as taxas, tudo que precisaríamos fazer ficou para cada pessoa em torno de 2.200 reais. O valor exato não sabemos, pois muito dinheiro referente aos pagamentos foi devolvido”, conta Carlos Henrique.
Ele ainda diz que pretende indenizar as pessoas com o terreno e que este vale bem mais do que o que foi pago. “Nossa intenção era entregar a casa e por conta desse problema, tivemos que parar”, diz.
Fotos:Secretaria de Segurança Pública de Sergipe

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