Polícia conclui inquérito da morte do ex-procurador de Sergipe
Viúva e comparsa estão sendo indiciados por homicídio doloso Cotidiano 22/10/2014 17h30Por Aline Aragão
Foi concluído o inquérito que investigava a morte do ex-procurador do Estado de Sergipe Antônio Melo de Araújo, 63 anos, em abril deste ano. Segundo a delegada que coordenou as investigações, Daniela Barreto (foto), da Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT) da Polícia Civil, a polícia não tem dúvida da participação da viúva e dos outros três suspeitos no crime.
Segundo a delegada, o processo com quase 600 páginas contendo depoimentos, relatórios, laudos e provas técnicas obtidas em mais de seis meses de investigação, será encaminhado ao Ministério Público. De acordo com os laudos e relatórios, a polícia acredita que Antônio Melo foi assassinado. “A morte dele não foi um acidente de trânsito, foi um homicídio planejado para parecer um acidente de trânsito, mas agora cabe ao Ministério Público julgar”, disse.
A viúva, Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, 43, foi indiciada por homicídio doloso - quando há intenção de matar. Além dela, outras três pessoas também foram indiciadas pelo crime. Além de Anoilza, Gabriel Ernesto Nogueira de Oliveira, 26, também está sendo indiciado por homicídio. Já o genro da viúva, Felipe Dias Gomes, 27, foi indiciado por falsificação de documento e Manoel Nogueira Neto, 64 (pai de Gabriel), responderá em liberdade por receptação de veículo roubado.
Os quatro estão presos há pouco mais de 60 dias, prazo máximo da prisão temporária, mas como foi decretada prisão provisória eles permanecerão presos aguardando a apreciação do juiz.
Relembre o caso
O ex-procurador do Estado Antônio Melo de Araújo, 63 anos, foi atropelado no dia seis de abril deste ano, enquanto caminhava na Avenida Melício Machado, bairro Mosqueiro, na Zona de Expansão de Aracaju (SE). O caso teve uma reviravolta quando, após quatro meses de investigação, a polícia apontou como principal suspeita a viúva, Anoilza Santos Gama Melo de Araújo, 43, suspeita de atuar como mandante e principal mentora do crime. De acordo com as investigações da Delegacia Especial de Delitos de Trânsito (DEDT) da Polícia Civil, o que parecia ser um acidente foi, na verdade, um assassinato. E contou com a participação de outras três pessoas, além da viúva. Desde então, os quatro suspeito estão presos.
Um dos argumentos da polícia no inquérito é o trajeto feito pelo carro, um VW Polo de cor prata que o acertou pelas costas e o arrastou por cerca de 25 metros, tendo seu corpo preso ao parabrisa. Um laudo do Instituto de Criminalística apontou que o carro invadiu a contramão da avenida e, depois de acertar a vítima, deu um cavalo-de-pau e fugiu pelo sentido contrário ao que vinha. Segundo a delegada, vários detalhes incomuns despertaram a desconfiança da polícia.
"A dinâmica empreendida pelo veículo no momento não era compatível com a cena do acidente, porque ela sugeria um acidente causado por motorista embriagado. A dinâmica é bastante complexa, incompatível com a movimentação de uma pessoa embriagada, o carro que foi usado era roubado, além de outras informações que surgiram no curso do inquérito, e nos levaram a crer que, de fato, foi algo planejado para parecer um acidente de trânsito, não um homicídio", disse Daniela.
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