Polícia civil faz paralisação para chamar atenção do governo
Apenas flagrantes estão sendo realizados
Cotidiano 08/05/2014 07h34

Por Marcio Rocha

Começou às 07h desta quinta-feira (08), mais um ato de retaliação dos policiais civis contra o Governo do Estado, para chamar atenção à sua causa. Os agentes não entraram em greve, mas paralisaram várias atividades exercidas pela categoria nas delegacias e coordenadoria de perícias.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Antônio Moraes, a paralisação das atividades só não foi completa, para não prejudicar o trabalho dos policiais militares que fazem as prisões em flagrante e é necessário que estes sejam lavrados por policiais civis. Apenas este serviço está em funcionamento. Todos os outros, inclusive fornecimento de documentos de identidade, estão suspensos pelos policiais.

Os agentes da Polícia Civil estão presentes nas delegacias, mas lá não farão, segundo Moraes, nenhum tipo de ação. Apenas estão marcando presença. “Nossa paralisação começou e estamos com 100% de efetivo nas delegacias. Entretanto, enquanto o governo não nos atender para marcar a reunião com a categoria, só iremos fazer flagrantes. Todas as outras atividades não serão feitas”, disse Moraes.

A paralisação dos policiais civis não acabará enquanto a reunião da categoria com a mesa de negociação não for marcada. Moraes destacou que existem pessoas no governo que estão atentas à questão dos policiais civis. Contudo, outras não se interessam.

“O secretário João Gama está sempre disposto a nos ouvir e negociar conosco, mas representantes de outras pastas como a Secretaria da Fazenda, não mandam representantes e não nos dão atenção. Sem membros do governo para negociar, as reuniões passam a ser expositivas, não deliberativas. O governo não pode ficar adiando isso”, reclamou Moraes.

Há um indicativo de greve por parte da categoria, caso o governo continue negando o atendimento aos policiais civis. “Nós só não paramos de vez para não prejudicar o trabalho da PM. Mas se o governo continuar sem nos atender, poderemos sim entrar em greve”, afirmou o presidente do Sinpol.

O indicativo de greve da categoria será definido em duas reuniões. Na tarde de hoje, uma reunião será feita com os servidores da Coordenadoria Geral de Perícias. A dos policiais civis será feita à noite. Ambas no auditório da Academia de Polícia (Acadepol).

Imagem Ilustrativa: Fernanda Araújo

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