Plano de saneamento básico de Aracaju deve atender demandas nos próximos 20 anos
Cotidiano 26/10/2016 17h56 - Atualizado em 27/10/2016 07h40

Por Ana Rolemberg

Iniciado em 2014 através de um cronograma de ações e estudos, o Plano de Saneamento Básico de Aracaju, apresentado na tarde desta quarta-feira (26), tem por objetivo melhorar a qualidade de vida dos aracajuanos no que diz respeito a quatro vertentes: abastecimento, esgotamento, drenagem e manejo de residuos, através de várias metas e ações a curto, médio e longo prazos.

 O plano foi financiado pelo Ministério das Cidades  e elaborado por uma equipe de 15 professores e 14 estudantes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e do  Instituto Federal de Sergipe (IFS), com apoio técnico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema).  

Em entrevista ao F5 News, o coordenador do PSBA, Gregório Faccioli, explica que este projeto  pretende suprir as necessidades na área durante os próximos 20 anos. “Pela lei federal, o plano possui várias metas e ações imediatas a curto, médio e longo prazo para atender à demanda da população, ou seja, 100% de abastecimento, 100% de tratamento dos nossos esgotos, uma rede de drenagem que venha a diminuir os problemas dos alagamentos e manejo de resíduos mais atual, com logística reversa, com atuação dos atores sociais nessa parceria de entender que o resíduo também pode gerar renda para o município , então tudo isso foi contemplado“, afirmou.

Ainda de acordo com Faccioli, Aracaju possui alguns problemas a serem sanados. “Através do diagnóstico a gente fez o levantamento, no que  diz respeito ao abastecimento, há 99% de atendimento, mas temos alguns problemas da qualidade de água,  não só a tratada, mas a que é devolvida aos nossos poços hídricos que é retirada dos rios, dos reservatorios", disse.

Na parte do esgotamento sanitário, segundo ele, apenas 33% dos esgotos são hoje tratados. "Quanto à drenagem, os problemas são sérios, o esgotamento está sendo depositado no próprio canal de drenagem", afirmou. "Na parte de resíduos, a gente sabe que ainda estamos engatinhando“ , completa.

O secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Matos, classifica esse momento como fundamental. “Na última reunião que tivemos no Ministério das Cidades, toda a equipe do órgão estava muito satisfeita porque Aracaju está entre as cinco cidades que fizeram a opção de fazer o plano de saneamento. No meu entender esse é o papel da Universidade Federal de Sergipe e do Instituto Federal de Sergipe: servir à comunidade, usar sua pesquisa, suas atividades científicas em favor da sociedade“, disse.

O projeto será enviado à Secretaria de Governo e transformado em projeto de lei para ser encaminhado à Câmara de Vereadores de Aracaju.

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