Placa da PMA chama atenção pelo valor da obra no Museu do Mangue
Construção de banheiros custaria aos cofres públicos R$ 428 mil Cotidiano 15/08/2012 20h30Por Sílvio Oliveira
Uma placa oficial da Prefeitura Municipal de Aracaju tem chamado a atenção de quem passa pela avenida Desembargador Antônio Góis, margeando a obra do Museu do Mangue, na antiga invasão do bairro Coroa do Meio, em Aracaju. O outdoor estipula um valor de exatos R$ 427.842,49 para a obra de recuperação e construção de banheiros públicos no Museu.
A presidente da Associação de Ex-moradores das Palafitas da Coroa do Meio, Givaneide Fernandes (foto abaixo), diz se sentir indignada, não só pelo valor da obra, mas pelo tempo em que vem se arrastando. “Começaram a retirar o material queimado em 2011. A obra iniciou em 2012 e já passa de mais de 180 dias estimados na placa”, afirmou.
Ela também alega que a população participou de todo o processo de construção do Museu do Mangue antes dele pegar fogo, em 2011, e que não havia banheiros públicos na concepção inicial. “Não temos conhecimento desses banheiros”, disse.
O morador Ricardo Almeida (foto abaixo) também reclamou da demora e questiona quanto não foi gasto num total da obra, já que é a segunda vez que a Prefeitura de Aracaju realizada intervenções no local. “Imagine quanto não foi gasto para construir o Museu e agora gastar quase R$ 500 mil para fazer um banheiro”, ressaltou.
A assessoria de Comunicação da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) informou que a placa afixada pela Prefeitura não é somente para recuperação e construção de banheiros. Ela anuncia o valor de construção de quatro banheiros públicos femininos e masculinos e mais a cobertura em telha ecológica de concreto de três quiosques, destruídos em 2011 por fogos de artifício.
Novo prazo de conclusão
O Museu do Mangue faz parte da segunda etapa da obra de urbanização das palafitas da Coroa do Meio, iniciada ainda na gestão do então prefeito Marcelo Deda, com o objetivo de urbanizar e levar qualidade de vida para uma área antes de invasão e favelização.
Os moradores foram transferidos para moradias na redondeza, as palafitas foram destruídas, e a área transformada em um calçadão. O Museu do Mangue deveria ter sido inaugurado junto com as novas casas, em 2004, mas estipulou-se um novo prazo para a construção.
Em junho de 2011, quando estava totalmente construído e prestes a ser entregue para a população, fogos de artifícios atingiram a cobertura de três quiosques, destruindo-os. Ainda não há previsão de entrega da nova área de lazer, mas a obra deverá ser finalizada no início de setembro.
Foto: Sílvio Oliveira

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