Pesquisadores iniciam projeto para melhoramento genético de abelhas
Cotidiano 04/03/2016 17h24A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) iniciou um programa de melhoramento genético e pretende distribuir abelhas-rainhas melhoradas para produção de mel a apicultores sergipanos. A ação faz parte do projeto ‘Florestas Apícolas’, inserido em acordo de cooperação técnica firmado entre a Codevasf e o Sergipe Parque Tecnológico (SergipeTec) em 2015. O objetivo é oferecer meios para o aumento da produção dos apicultores do Baixo São Francisco sergipano.
O melhoramento genético possibilita o desenvolvimento de abelhas-rainhas com maior aptidão à produção específica seja de mel, pólen ou própolis, oferecendo ao apicultor a possibilidade de aumentar em até 100% o seu volume de produção. Os trabalhos para a realização desse melhoramento genético foram iniciados em fevereiro deste ano. A meta é que essas abelhas-rainhas possam ser distribuídas aos apicultores sergipanos ainda em 2016.
O engenheiro florestal Ronaldo Fernandes Pereira, analista em Desenvolvimento Regional da Codevasf e doutor em Biotecnologia, afirma que o principal objetivo do projeto é transformar a apicultura em uma atividade sustentável, com enxames mais produtivos e adaptados a cada região. “A genética é fundamental para qualquer programa produtivo. O melhoramento genético é uma tecnologia social acessível e que provoca um aumento da produtividade apícola, mas também deve ser considerado que em Sergipe existe uma degradação florestal acentuada com baixa diversidade florística, resultando em um pasto apícola pobre e afetando índices produtivos”, explica o coordenador do projeto.
O superintendente regional da Codevasf, Said Schoucair, diz que a companhia tem realizado muitas ações com o intuito de fortalecer a apicultura no estado de Sergipe. “Temos um trabalho consolidado com a doação de colmeias, materiais de produção e equipamentos para vários produtores, além de oferecer capacitação. E essa parceria com o SergipeTec só reforça o nosso objetivo, que é justamente contribuir para o desenvolvimento regional no Baixo São Francisco”, declara o superintendente regional.
Abelhas
A produção de abelhas-rainhas melhoradas geneticamente é a segunda etapa do projeto ‘Florestas Apícolas’, que já realizou a produção de 20 mil mudas de plantas melíferas nativas para serem plantadas em áreas apícolas a partir de maio, após a chegada do inverno. O objetivo é recuperar e ampliar o pasto apícola por meio da inserção de plantas com alto potencial de produção, como aroeira-do-sertão, quixabeira, jurema-preta, pau-brasil e pau-ferro, além de frutíferas como a pitomba, o caju, a seriguela e o umbu, contribuindo para a revitalização da bacia do São Francisco. A produção de mudas e o melhoramento genético vêm sendo desenvolvidos na Biofábrica de Mudas Vegetais do SergipeTec.
Com essa ação, a Codevasf pretende fortalecer ainda mais o arranjo produtivo local de apicultura em Sergipe, agregando soluções sociais e biotecnológicas à produção familiar. Ao final de 2015, a companhia chegou à marca de 281 apicultores em situação de extrema pobreza contemplados com kits familiares de apicultura pelas ações de inclusão produtiva do Plano Brasil Sem Miséria. A Codevasf também doou equipamentos de processamento de mel e pólen a entidades comunitárias. A ação é resultado de um investimento superior a R$ 1 milhão em recursos da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional (SDR/MI).
Projetos
Formalizado em julho de 2015, o acordo de cooperação técnica firmado entre a Codevasf e o SergipeTec prevê a realização de ações conjuntas para o desenvolvimento do Baixo São Francisco sergipano. Além do ‘Florestas Apícolas’, a parceria inclui o desenvolvimento dos projetos ‘Águas do São Francisco’ e ‘Nascentes do São Francisco’ e ‘Florestas Apícolas’, além de ações para capacitação de técnicos da Codevasf e para o fortalecimento de arranjos produtivos locais. O acordo de cooperação possui vigência inicial de cinco anos, podendo ser prorrogado ao final desse período.
Uma das ações planejadas após a oficialização da parceria entre a Codevasf e o SergipeTec é a produção in vitro de palma forrageira resistente à cochonilha-do-carmim. A iniciativa, que tem o objetivo de disseminar a palma forrageira no semiárido sergipano e recompor áreas de caatinga por meio de projetos de baixo carbono e recomposição florística, se encontra em fase de estudos e planejamento. O projeto ‘Florestas Apícolas’, por sua vez, dá continuidade às ações do projeto ‘Frutos da Floresta’, lançado em 2011 com o apoio da Codevasf e outras instituições.

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