Pesquisadores estudam plantas aromáticas para tratamento de doenças
Cotidiano 16/03/2015 15h40

A hipertensão é uma doença traiçoeira que provoca vários sintomas em fases muito avançadas atingindo crianças, adultos e idosos. Preocupados com o grande número de hipertensos, pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) estão realizando uma pesquisa com compostos de plantas medicinais aromáticas para encontrar alternativas terapêuticas no tratamento das doenças cardiovasculares. 

O estudo conta com a participação do coordenador da pesquisa, professor Márcio Roberto Viana dos Santos, e a colaboração de mais dez pesquisadores, alunos de graduação, mestrado e doutorado. O projeto foi aprovado no edital do Programa de Apoio a Núcleos Emergentes de Pesquisas (Pronem) e está sendo financiado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica (Fapitec/SE), em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

De acordo com o pesquisador Márcio Roberto Viana, a pesquisa estuda compostos de plantas naturais que contêm óleos essenciais como capim-santo, capim-citronela, lippia gracilis, manjericão, dentre outros óleos essenciais formados por monoterpeno (composto isolado da planta medicinal). 
“Nós pretendemos desenvolver um produto biotecnológico desse monoterpeno com uma substância associada ao beta-pineno (substância isolada de plantas medicinais) essas substâncias utilizadas no composto ativo será para amplificar os efeitos melhorar a solubilidade para formar um complexo e testá-lo no efeito anti-hipertensivo.”, explica. 

Produto 

Segundo o pesquisador Márcio Roberto, a ideia da pesquisa é encontrar alternativas terapêuticas através de um medicamento a base de plantas medicinais. “Nós já registramos o produto que é o beta-pineno e a betaciclodextrina. Eles já estão registrados e em fase de testes finais, dependendo dos testes esse produto pode ser negociado com alguma indústria farmacêutica para fabricação do medicamento”, acredita. 
Márcio Roberto explica ainda que o produto está sendo testado em ratos e já foram realizados vários testes com resultados positivos. “Antes de entrar para fins comerciais o produto deve ser testado também em humanos que é o chamado estudo clínico”, explica.

Dados da doença 
Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2014, foram cadastrados no DATASUS/MS 8.402.992 hipertensos. Já em Sergipe, foi cadastrado no mesmo período 117.009 pessoas. De acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculada com base na população adulta, em 2014 aproximadamente foram 21.000.000 casos de hipertensão no Brasil, sendo que em Sergipe foram aproximadamente 300.00 pessoas. 

 

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