Pesquisadora testa óleos essenciais para combater pragas agrícolas
Cotidiano 03/01/2016 07h27

Anualmente são usados no mundo aproximadamente 2,5 milhões de toneladas de agrotóxicos. No Brasil, o consumo anual de agrotóxicos tem sido superior a 300 mil toneladas de produtos, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Um dos principais motivos do uso de agrotóxicos se deve à quantidade de pragas agrícolas que afetam as plantações, a exemplo da formiga cortadeira.

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob a coordenação da doutora em Ciências Biológicas, Maria de Fátima Souza dos Santos de Oliveira, desenvolveu um biomaterial extraído da caatinga capaz controlar essas pragas. O projeto também apresenta outras formas de preservação desses vegetais.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a atividade agrícola está em ascensão, porém este aumento contribui para o desequilíbrio ecológico. Ocorrendo esse desequilíbrio, os insetos passam a infestar as plantações e tornam-se pragas. Além disso, em termo de produção da madeira, o Brasil está em 2º lugar, havendo também a produção da monocultura tendo como consequência o desequilíbrio ecológico, e as formigas acabam sendo a principal praga desses ambientes.

A principal contribuição desse projeto é a busca por alternativas mais viáveis e baratas para o controle das formigas cortadeiras e a diminuição do uso de agrotóxicos na agricultura. De acordo com a pesquisadora Maria de Fátima, devido à quantidade de insetos, aumenta o número de produtos químicos usados para controlar as pragas. “Utilizando essa grande quantidade de agrotóxico nas plantações, acaba prejudicando a saúde do homem e de outros organismos. É um efeito cascata”, explicou.

Os óleos essenciais e extratos são obtidos facilmente na região da caatinga, onde são encontrados vários vegetais que possuem aplicação médica e aplicação fungicida. Para a pesquisadora, a fácil extração deste biomaterial a partir da caatinga contribui para a redução do custo.

“A Fiocruz e o IBGE dizem que a cada dólar que se gasta com agrotóxico, 1,4 é utilizado para saúde. Já que sabemos que 75% do custo de uma empresa é com o controle de pragas, por isso vamos reduzir o custo em termos de valores e reduzir o custo com saúde e meio ambiente”.

Fonte: Fapitec

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