Pesquisadora identifica 57 mosquitos na fauna da caatinga
Cotidiano 27/12/2015 14h34

Uma pesquisa está sendo desenvolvida em Sergipe com o objetivo de fazer um levantamento da biodiversidade da caatinga para identificar ocorrências de espécies de interesse da população. A coordenadora do projeto, professora Roseli La Corte dos Santos, conta que foram identificados até o momento 57 espécies de mosquitos.

O projeto é realizado em parceria com a Universidade Federal de Sergipe (UFS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O projeto está sendo desenvolvido em três unidades de conservação do Bioma Caatinga: Monumento Natural Grota do Angico (Sergipe), Extração Ecológica do Raso da Catarina (Bahia) e na Floresta Nacional de Açu (Rio Grande do Norte).

Segundo a professora Roseli, o objetivo do projeto é conhecer a diversidade da fauna de mosquitos da família Deptra: Culicidae, popularmente conhecida como muriçoca.  Ainda segundo Roseli, o estudo é inédito no Brasil. Ela conta os principais resultados obtidos durante cinco anos de projeto.

“Fizemos um levantamento para conhecer a riqueza da fauna da caatinga e os aspectos da Biologia. O projeto possui cinco anos e até o momento, encontramos 51 espécies de mosquitos na caatinga. Nós estudamos também onde eles criavam e quais os criadouros. Nós observamos que as bromélias são muito importantes para a fauna da caatinga, os ocos de árvores, então locais mais escondidos que conseguem reter a água por mais um pouco de tempo”, explica a pesquisadora Roseli.

Benefícios

A pesquisadora alerta que a capacitação de recursos humanos em entomologia, ciência que estuda os insetos, é muito importante para entender as doenças transmitidas por mosquitos, a exemplo das doenças que foram introduzidas no Brasil e ficaram como conhecidas como Zika vírus e chikungunya. 

“Para a população, esse projeto é fundamental. A capacitação de recursos humanos em entomologia é uma demanda urgente porque a quantidade de doenças transmitidas por vetores a gente achava que ia diminuir, mas elas não estão diminuindo. Vírus novos estão surgindo no Brasil. Tivemos chinkunguya e zika introduzidas no ano passado. A quantidade de pessoas para trabalhar com mosquitos é pequena”, alerta.

A pesquisadora Roseli acrescenta que alguns questionamentos ainda precisam ser respondidos sobre os mosquitos da caatinga e entender mais sobre a biologia desses mosquitos. “Esse foi um trabalho inicial da biodiversidade, mas esse estudo da biologia são estudos que ainda precisam ser feitos. Ainda temos alguns questionamentos: como eles resistem no período da seca. O tempo de vida da caatinga pode ser diferente do que vimos nas outras áreas. Esse projeto abre o horizonte da pesquisa”.

Fonte: Fapitec

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