Pesquisadora analisa danos causados pelos agrotóxicos aos citricultores
Cotidiano 22/11/2016 15h19

Câncer no fígado e danos neurológicos são problemas graves que podem ser causados pela exposição a agrotóxicos. Com o objetivo de realizar avaliação hepática em trabalhadores rurais expostos aos pesticidas na citricultura dos municípios de Lagarto e Salgado, um estudo está sendo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O projeto é fruto do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) desenvolvido pelo Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec), em parceria com o Ministério e a Secretaria da Saúde (MS). 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, em 2014 Sergipe era o quarto produtor de citros, com a produção de aproximadamente 840 mil toneladas de frutos. A citricultura é uma das principias fontes de renda em vários municípios de Sergipe, mas o cultivo é realizado com o uso agrotóxicos, que podem trazer sérios riscos à saúde quando usados de maneira incorreta. 

A coordenadora do projeto, Claudia Cristina Montes, explica que o objetivo é realizar uma avaliação hepática em trabalhadores rurais expostos aos pesticidas na citricultura dos municípios de Lagarto e Salgado, bem como avaliar os indicadores de saúde e estabelecer o perfil de risco ambiental e comportamental desta população.

“A ideia é conscientizar a população rural, principalmente, do uso indevido de agrotóxico e de equipamento de segurança individual, que eles não fazem o uso. Queremos orientar essa população para que façam o curso de capacitação para o uso de agrotóxico”, explica a professora Cláudia Montes.

O contato com o agrotóxico sem o uso de equipamentos adequados pode trazer sérios riscos à saúde dos trabalhadores. Os principais problemas são: câncer de fígado, estiatose hepática e danos neurológicos (um dos mais comuns é a depressão). Além de problemas musculares e cardíacos.

Desenvolvimento

O projeto ainda está em desenvolvimento, mas segundo a professora Cláudia Montes, já foram atendidos 962 trabalhadores. O projeto apelidado por “Citrus” tem o apoio das secretarias de saúde dos municípios, que enviam cartas-convite para as pessoas que trabalham na citricultura e utilizam agrotóxico participarem da pesquisa. São realizados cerca de 10 exames diferentes, além de avaliação com fisioterapeuta, odontologista e outros médicos. Com os resultados dos exames em mãos, os trabalhadores voltam ao médico para o encaminhamento para a especialidade necessária. 

A partir da análise dos dados que estão sendo coletados durante esses exames, será traçado o perfil de risco ambiental e comportamental desses trabalhadores. Além desse diagnóstico, a professora Cláudia afirma que está sendo feito um trabalho de conscientização quanto ao uso de equipamentos de segurança e os riscos que o agrotóxico traz para a saúde. 

Fonte: Agência Sergipe

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