Perseguição, troca de tiros e reféns no centro de Aracaju
Após assalto, marginais invadem supermercado e fazem reféns Cotidiano 30/10/2014 15h34Por Aline Aragão
Correria e medo no centro de Aracaju (SE), no começo da tarde dessa quinta-feira (30). Após cometeram um assalto e trocar tiros com a polícia, dois adolescentes, fugitivos do Centro de Atendimento ao Menor (Cenam), se refugiaram em um supermercado onde fizeram reféns.
O assalto aconteceu a uma joalheria, que fica nas proximidades da Rua Capela. Na fuga, os menores foram perseguidos por policiais que fazem a segurança na região central da cidade. Os militares conseguiram encurralar a dupla nas proximidades do supermercado Bompreço, localizado na Praça João XXIII (Rodoviária Velha), onde houve troca de tiros. Um vendedor ambulante foi atingido na perna, e os menores se refugiaram dentro do supermercado, levando pânico aos clientes e funcionários.
Uma multidão se formou do lado de fora da loja, curiosos e parentes preocupados buscavam por informações. Segundo o relações públicas da Polícia Militar de Sergipe, Tenente Coronel Paulo Paiva, a dupla se escondeu no fundo do supermercado, onde fica a panificação, fizeram um funcionário refém, e exigiram a presença da polícia.
Uma equipe da Radiopatrulha se juntou aos policiais que fizeram a perseguição e diante da afirmação de que haviam reféns, o Comando de Operações Especiais (COE) também foi acionado.
O comandante geral da PM/S, coronel Maurício Iunes, esteve no local e ajudou nas negociações, que duraram cerca de 30 minutos. Os menores se entregaram, e com eles foram encontrados relógios e joias, além de um revolver calibre 38, utilizado no assalto.
Segundo a polícia, um dos jovens, é bem conhecido e tem uma ficha criminal maior que a própria idade. Ele estava foragido há 15 dias, e nesse período cometeu um homicídio na região de Nossa Senhora do Socorro, além de vários roubos e assaltos. A dupla foi levada para a Delegacia do Menor, de onde serão reconduzidos ao Cenam.
Alivio
Passado o susto de ficar sob a mira de um revolver, a dona de casa Maria Luzia Cardoso, comemora o fato de que tudo tenha acabado bem. Ela estava no caixa do supermercado com a filha quando o tumulto começou, e conta que pensou no pior. “Pensei logo na morte, e que ia tomar um tiro, um deles me segurou por trás, mas a todo o momento dizia que não ia fazer nada comigo. Eu consegui me soltar e ele correu para o fundo da loja, fiquei aliviada”, lembra.
Além de dona Maria, a sensação era de alívio para muitas pessoas que foram até o local para saber notícias de parentes que trabalham no supermercado. Alguns trabalhadores passaram mal e precisaram de atendimento médico.
O supermercado ficou fechado por um período, mas segundo a administração iria reabrir as portas assim que todos os funcionários estivessem bem.
Fotos principal: Aline Aragão
Fotos 1 e 2: Grupo F5 News Notícias

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