Período chuvoso exige mais atenção no combate à Dengue
Até o mês de março, Sergipe notificou mais de 2.200 casos da doença
Cotidiano 11/04/2015 18h29

Da Redação

O tempo chuvoso que predomina em Sergipe desde a madrugada deste sábado (11) propícia melhores condições de reprodução para o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Com o aumento da precipitação, as ruas ficam cheias de poças com água da chuva, que também se acumula em calhas, pneus, reservatórios descobertos e terrenos baldios. Por isso, a população deve ficar atenta para evitar a proliferação do Aedes. Durante a manhã de hoje, a Saúde de Aracaju realizou uma força tarefa para eliminar focos e criadouros do mosquito transmissor da Dengue e da Febre Chikungunya, no bairro Santa Maria. Cerca de 50 agentes fizeram a aplicação do inseticida para a destruição dos ovos e das larvas

 A  coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Taíse Cavalcante, explica como impedir a criação de larvas do mosquito. "O principal é evitar locais que acumulam água limpa e parada como tanques, baldes, caixas d'água, vasos com flores, além do cuidado com as áreas externas como quintais e varandas, que devem ser conservadas limpas, sem lixo e entulhos.", salienta.

Além disso, cada um pode adotar as seguintes medidas preventivas:

- Pratos de vasos de plantas e flores c/ terra: eliminar a água acumulada nos pratos depois de regar as plantas; escovar os pratos e adicionar areia úmida até a borda.

-Vasos de plantas e flores c/ água: trocar a água duas vezes por semana e lavar a parede interna dos vasos. Lavar e guardar o antigo vaso emborcado, ou seco ao abrigo da chuva.

- Caixa d'água, filtros ou potes: mantê-los sempre tampados com tampa própria.

-Piscina Infantil: em períodos de uso, lavar e trocar a água semanalmente. Em períodos sem uso, escovar, desmontar e guardar em local coberto.

-Plástico ou lona para cobrir equipamentos, peças e outros materiais: Cortar o excesso das bordas do plástico para evitar sobras; cobrir as bordas com areia ou se houver acúmulo de água, retirar o plástico ou lona e refazer a cobertura.

- Cacos de vidro no muro: quebrar os gargalos e fundos de garrafas ou colocar massa de cimento, nos locais que acumulem água.

- Ralos para água de chuva: telá-los; limpar com sabão em pó ou detergente semanalmente.

- Pneus: guardá-los secos em local coberto; furá-los no mínimo 6 pontos eqüidistantes, mantendo-os na posição vertical.

- Material removível (latas, garrafas, brinquedos velhos): colocá-los no cesto ou saco de lixo, para a coleta rotineira.

-Baldes ou bacias sem uso diário: mantê-los emborcados, de preferência em local coberto ou secos ao abrigo da chuva.

Casos

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) revelam que até o mês de março foram notificados 2.260 casos da dengue em Sergipe, sendo 567 já confirmados, com um óbito na cidade de Neópolis. Já o Levantamento Rápido de Infestação  do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em 53 municípios, mostrou que 15 cidades possuem alto risco de infestação  e 30 estão com médio risco.

Nessa sexta-feira (10), a Secretaria de Estado da Saúde reuniu prefeitos, secretários municipais de Saúde, coordenadores de vigilância epidemiológica e coordenadores de ações dos municípios com maior índice de infestação para sensibilizar os gestores sobre a necessidade de intensificar os trabalhos de combate aos mosquitos transmissores da doença.

Diagnóstico e Tratamento

A Saúde de Aracaju tem capacitado os profissionais para diagnosticar corretamente os casos de Dengue e Chikungunya, além de outras viroses. A recomendação é que ao apresentar quadro de febre, dor de cabeça e manchas avermelhadas na pele, o paciente deve procurar as Unidades de Saúde da Família para que os médicos orientem sobre os cuidados necessários para amenizar os sintomas. Outro alerta importante é que os pacientes, a partir do sétimo dia da doença, solicitem a realização da sorologia, que é o exame confirmatório.

Infectologista da Vigilância Epidemiológica de Aracaju, Fabrizia Tavares, alerta que a automedicação pode agravar o quadro da doença.  "Ninguém com qualquer tipo de suspeita deve se automedicar, pois é um risco muito grande. Estamos em um período marcado pela ocorrência de chuvas e sol, com temperatura perfeita para o Aedes aegypti e também para o surgimento de surtos ocasionados por outras viroses, como as infecções respiratórias", enfatiza a médica, alertando o cuidado com a alimentação, a hidratação correta e também o repouso.

*Com informações da SES e SMS

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