Pedestres se arriscam atravessando avenida Beira-Mar fora da faixa
SMTT diz não ter como fiscalizar e coibir infrações cometidas por eles Cotidiano 10/12/2012 19h00Por Sílvio Oliveira
Bastou pouco mais de 20 minutos para a reportagem do F5 News flagrar vários pedestres atravessando a avenida Beira-Mar, bairro 13 de Julho, em Aracaju, fora da faixa semafórica. Um dos transeuntes passou em meio aos carros, a poucos metros da passagem de pedestres. Em um deslize na atenção, a desobediência no trânsito poderia ser fatal. Nenhum dos transgressores quis falar o porquê de ter se arriscado atravessando fora da faixa.
Para o major Paulo César Paiva, diretor de Trânsito da SMTT, é lastimável que o pedestre brasileiro não tenha um nível de educação, tanto o condutor como o pedestre, achando que podem tudo no trânsito, sem ter o máximo de cuidado, cujo ponto central está em obedecer à sinalização.
Ele aponta que na avenida Beira-Mar há sinal semafórico, a fim de que os pedestres atravessem com segurança. Mesmo assim, a desobediência ao trânsito é vista corriqueiramente. “Temos em Aracaju o condutor de motocicleta como a primeira vítima, seguido do pedestre, principalmente, pessoas mais idosas que transitam sem acompanhantes”, afirma.
O major Paulo César Paiva diz que não há como fiscalizar o pedestre, apesar da legislação brasileira prever multa de 50% no valor da infração para aquele que a comete. “Temos dificuldade em fiscalizar e não tem como exigir que obedeça”, disse.
A solução encontrada pela Companhia de Policiamento é continuar realizando blitze educativas, a fim de que se conscientize tanto o condutor – vítima e causador de vítima –, quanto os pedestres.
Vantagens
A delegada de Delito no Trânsito, Georlize Teles, vê a questão como uma "n
ecessidade" dos brasileiros de tirar proveito de algo, desobedecer as normas, tentando burlar ou ferir. "Como vai tirar vantagem ou proveito colocando a sua vida e a vida de alguém em risco"?, questionou.Georlize Teles ainda diz que é flagrante motoristas dando uma "roubadinha" no sinal, entrando pela contra-mão, falando ao celular, querendo tirar proveito. "Só se para para pensar quando acontece algo grave", disse.
Vale registrar que o acidente que levou à morte Adriana Cunha Vaz, 45 anos, nada teve a ver com imprudência da parte dela, que entrava no prédio onde morava, na avenida Beira Mar, quando foi atingida por uma caminhonete que invadiu a calçada e destruiu a entrada do edifício.
Adriana passou por cirurgia para amputação das duas pernas e faleceu no dia 7 de dezembro.
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Fotos: Sílvio Oliveira

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