Paralisadas, obras da Euclides Figueiredo causam transtornos
Emurb diz que faltam recursos para indenizações e não há prazo para retomada
Cotidiano 19/12/2016 11h45 - Atualizado em 19/12/2016 11h57

Por Fernanda Araujo

A obra de duplicação da Avenida Euclides Figueiredo, em Aracaju (SE), está parada e os motoristas na bronca. Uma obra que deveria trazer benefícios, orçada em mais de R$ 8 milhões, está causando dor de cabeça. Nos horários de pico, se não é o congestionamento, são os buracos e a lama que atrapalham o fluxo, situação que incomoda a condutores, comerciantes e moradores da região.

Há anos as reclamações são frequentes, em 2013 moradores relataram o problema ao F5 News. A Prefeitura de Aracaju fez a licitação e as obras começaram no início do ano de 2015, previsto para ter concluído este mês. A Euclides é uma das vias mais extensas da capital sergipana, com 11,2 km de extensão e cortando Bairro Industrial, Porto Dantas, Coqueiral, Santos Dumont e Lamarão. 

“Dirijo raramente pela avenida, mas vejo que isso é um descaso com a população e principalmente com as pessoas que precisam trafegar por ali diariamente e, claro, prejudica o veículo”, afirma a operadora de caixa Leiliane Simões.

Para o aposentado Maurício Fontes, que costuma dirigir no local, a situação está um caos. “A construção está parada, a avenida está cheia de buracos, do posto do bairro Santos Dumont até o Lamarão está caótico”, critica.

A militar Ana Carla relata que lá encontra as mesmas dificuldades vistas em diversas avenidas da capital: buracos e via estreita. “Quando um ônibus precisa parar, é arriscado fazer alguma ultrapassagem cautelosa, já que a via carece de pavimentação. Nas horas de pico o trânsito lá fica muito complicado”, diz.

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A correspondente bancária Isabel Menezes diz que costuma dirigir bastante pela avenida, tanto para o sentido bairro Santos Dumont, quanto para avenida Tancredo Neves, e só encontra problemas. “Aquela avenida toda é um desastre. Ali é vidro fechado, oração e ir devagar pra não danificar a estrutura do carro com buracos e etc. Meu carro estourou os pivôs pelos desgastes de todos os dias passar por ali”, lembra.

Ela ainda enumera: “A iluminação é ruim, no início onde se encontra bastante sucata e lojas de revenda de peças de veículo; canso de ver fluxo de ponto de drogas; não tem sinalização, faixa de pedestres e nem demarcação de fila dupla e velocidade; no sentido Lamarão - Socorro é um caos. Fora o mau cheiro, pois rede de esgoto também foi danificada. O fluxo de ônibus é muito grande, aí tem que esperar como se fosse uma faixa única. Odeio essa avenida só passo sempre porque é o jeito”.

F5 News procurou a assessoria de comunicação da Emurb, que informou que, até o momento, foi concluído o trecho entre o Residencial Vitória da Resistência e a ponte do Rio do Sal. O restante da avenida ainda está em obra, no entanto, não há prazo para conclusão dos serviços. “A obra está paralisada momentaneamente porque estão sendo providenciados recursos para realizar indenizações no local. Não tem prazo de retorno”, informa.

 Com a duplicação, passará a ter 12 metros de largura, o dobro do tamanho atual. A obra consiste também em urbanização e iluminação que deve cobrir os trechos no cruzamento da avenida Maranhão até as proximidades da ponto do Rio do Sal e foi dividida em quatro trechos.

Fotos: Humberto Alves/F5 News

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