Papel de parede: charme, elegância, baixo custo e pouca sujeira
Opção decorativa voltou com força ao mercado
Cotidiano 27/01/2013 07h00

Por Adriana Meneses

Ele virou moda nos anos 70, e retorna agora com modelos e cores mais modernas. O papel de parede, que antigamente era usado apenas pela alta sociedade, agora pode ser encontrado em diversos valores para os mais variados tipos de bolsos. Seja importado ou nacional, em tons pastéis, escuros ou florais, com brilho ou traços abstratos, o papel de parede voltou a ganhar espaço com a proposta de deixar os ambientes muito mais bonitos, elegantes e agradáveis.

 

De acordo com o sócio de uma empresa especializada na venda e aplicação de papel de parede, Diogo Silva (foto ao lado), no momento da escolha de um modelo, a melhor maneira de decidir entre os mais de mil tipos de papel que existem na sua loja é seguir o próprio gosto e personalidade. Diego explica que na loja existem de modelos simples, até os mais exóticos e sofisticados, tudo para agradar os clientes. “O papel de parede já não é igual aquele de antigamente, com temas infantis; hoje eles são sofisticados, com listras, desenhos abstratos, cores fortes e marcantes. Para aqueles clientes que gostam de coisas exóticas, temos papéis de paredes que imitam peles e animais, além dos modelos com muito brilho”, disse.

 

Os papéis de parede hoje no mercado, segundo Diogo Silva, são fabricados tanto no Brasil, como em outros países. As diferenças entre um papel nacional e os importados podem ser identificadas tanto na qualidade da confecção do produto, passando pelo tempo de duração do material, além dos cuidados necessários para mantê-los sempre bonitos. “O papel importado é confeccionado com um material mais grosso e pode ser lavado, durando até 10 anos instalado. Já o papel nacional é mais frágil, feito com um material tipo cartão de papel, não pode ser lavado e tem duração de apenas cinco anos”, explicou.


Quanto aos custos para deixar as paredes de uma residência na tendência da moda, os clientes podem encontrar o produto entre R$ 180 até R$ 2 mil em rolos de 5m² ou 7m². A aplicação é um processo simples, porém deve ser bem executada para que o produto fique perfeitamente disposto na parede. O preço pode variar de acordo com o local da produção, se nacional ou importado, levando em consideração também os modelos. “Hoje a procura é maior pelos produtos importados, pois são bem mais trabalhados, com designs diferentes e sofisticados, além de possuir uma maior durabilidade. A aplicação é feita com cola e água, mas é importante que seja feita por bons profissionais para que o resultado fique perfeito”, observou.


Segundo a arquiteta Renata Dantas (foto ao lado), o papel de parede pode ser utilizado em todos os ambientes de uma residência ou empresa, mas os cômodos mais usuais são os quartos e as salas. Renata lembra que decoração de uma casa reflete muito a personalidade do dono ou de seu morador, então não existe uma regra para cores ou estilos na hora de escolher um papel de parede. “É possível encontrar muitos modelos de papéis, desde os mais simples, como as listras, aos que imitam desenhos e texturas. Os que estão sendo muito usados são estampas monocromáticas e imitação de capitonê e texturas, como a fibra natural”, salientou.

 

Para a arquiteta, a aplicação do papel de parede é uma maneira de mudar completamente um ambiente em pouco tempo, sem gastar muito e sem o incômodo de outras alternativas. “Não existe nada mais chato que a sujeira de tinta e o "quebra-quebra" de uma  reforma, então o papel de parede te poupa de muitos transtornos. Sem falar que com ele se consegue transmitir exatamente a personalidade e o estilo do morador, pois existe uma variedade imensa de papéis de parede, com infinitas opções de cores e texturas”, finalizou.

 

Surgimento do papel de parede

O papel de parede surgiu na China, aproximadamente duzentos anos antes de Cristo. Era rudimentarmente produzido com papel de arroz, totalmente branco, portanto sem qualquer tipo de detalhe decorativo. Posteriormente, ele passou a ser produzido com o pergaminho vegetal, ganhando cores e motivos. As pinturas do papel eram feitas à mão por artesãos e depois vieram os carimbos decorativos de madeira que eram embebidos em tinta para imprimir os desenhos.

A Europa passou a ter mais contato com a China a partir dos séculos XVI e XVII, e o papel de parede surgiu no continente europeu pelas mãos de comerciantes árabes, que aprenderam com os chineses a sua produção. Passou a ser usado para decorar paredes, janelas e portas, substituindo as telas e as tapeçarias.

No Brasil, o papel de parede apareceu devido à forte imigração européia no final do século XIX. Porém, até 1930, a importação desse produto era pequena, em função dos altos custos, sendo em seguida esquecido por anos. Em 1960, com a modernização da indústria brasileira e com a redução dos custos, o papel tornou-se um popular revestimento decorativo de paredes.

 

Fotos: Renata Dantas (arquivo pessoal)

 

 

 

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