Pais devem ter cuidado com crianças durante férias, dizem especialistas
Cotidiano 20/12/2014 07h15Por Fernanda Araujo
As férias escolares e feriados de final de ano são momentos de muita curtição, principalmente para as crianças que estarão dentro de casa. A todo vapor os pequenos terão tempo de sobra para brincar e se divertir muito. E é por isso que se fazem necessárias proteções essenciais para evitar acidentes domiciliares e garantir a saúde. Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP), traumas e fraturas em braços e pernas são comuns, e boa parte acontece dentro de casa.
É nessa hora que as crianças estão com muita energia e pedem atenção em dobro. De acordo com especialistas, criança em casa pode ser problema se não houver atenção adequada. A presença de um adulto é indispensável para supervisionar qualquer brincadeira. O site especializado em saúde Minha Vida relata que, conforme estatísticas médicas, os campeões em atendimentos em pronto socorro durante as férias são as queimaduras, intoxicações – muitas vezes causadas por manuseio indevido de medicamentos e produtos químicos – quedas e afogamentos.
A cozinha é um dos ambientes com alto índice de acidentes por conta dos objetos de utensílio e eletrodomésticos como fogão, botijão de gás, talheres e objetos cortantes. A tomada e fios elétricos também são perigosos se não protegidos corretamente. Por isso, nada de criança na cozinha. Outro risco são tanques e vasos sanitários sem a devida fixação no chão, que podem levar a ferimentos graves, como também cortes provocados por batidas em quinas de mesas.
As crianças em casa, principalmente os menores de seis anos, costumam colocar tudo o que veem pela frente na boca. Por isso, segundo o cirurgião pediátrico José Bahia Sapucaia Filho, é importante que objetos pequenos sejam retirados de perto e produtos químicos sejam armazenados em seu próprio recipiente - não em garrafas de refrigerante que podem confundir a criança, levando-a a ingerir - e também fora de alcance. Recipientes com água, piscina, baldes devem estar longe para evitar afogamento. O cirurgião recomenda ainda evitar tapetes soltos próximo dos móveis para não escorregar e colocar grades de proteção nas camas das crianças menores.
Se a criança foi atingida nos olhos por algum objeto perfurocortante, deve ser levada imediatamente à urgência; caso seja por produtos químicos é indicado lavá-los com água corrente e procurar a emergência. Conforme especialistas, crianças entre dois e seis anos precisam de atividades tranquilas, como leitura e televisão, além de tempo para brincar, correr e pular. Para prevenir quedas durante a brincadeira, é indicado que as crianças usem calçados anatômicos e com solado antiderrapante. Outra opção é substituir alguns brinquedos, a exemplo da massa de modelar feita de farinha de trigo e anilina, que descarta os riscos de intoxicação caso seja ingerida.Alimentação
Hidratação, alimentos ricos em vitaminas e fibras também são indispensáveis para a saúde dos pequenos, pois a chegada das férias é muitas vezes sinônimo de consumo exagerado de alimentos gordurosos. Controlar a alimentação requer esforço e dedicação dos pais, impondo regras e limites para não gerar problema de obesidade futuramente. Deve-se ter no máximo um dia por semana em que se pode ser mais liberal, segundo o Núcleo de Alimentação e Nutrição de Minas Gerais.
Entre os erros mais recorrentes dos pais é dar lanches fora de hora ou oferecer comida como recompensa e ameaçar castigos para crianças que não “cumprem o combinado”. A sugestão do Núcleo é que as crianças comam menos quantidade, mais vezes ao dia.
Outras dicas são:
- Comer é hora de seriedade, então é bom evitar até mesmo o tradicional aviãozinho. Muito mimo é sinônimo de muita manha;
Ceder ao primeiro "não gosto disso": a criança tem uma tendência a dizer que não gosta de uma comida que ainda não provou. Cada um pode comer o que quiser, mas experimentar não custa nada;
Substituir refeições: "Não quer arroz e feijão? Então toma uma mamadeira ou outro lanche". Esse erro é comum. Se a criança conseguir uma vez, vai repetir essa estratégia sempre;
Tornar a ida a uma lanchonete é um grande programa: a comida de casa fica meio sem graça;
Servir sempre a mesma comida: nada de deixar os pequenos tomando só iogurte, por exemplo, a tarde toda. Por mais saudável que seja o lanche, se for a única opção, a criança vai enjoar e seu organismo sentirá falta de outro nutrientes e fibras;
Dar o mau exemplo: não adianta os pais ordenarem a ingestão de sucos se eles mesmos só bebem refrigerantes.
Com informações do Minha Vida e do Vila Mulher

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