Pais devem ficar atentos a problemas visuais na infância, diz médica
Uso de tablets, computadores e videogames precisa ser controlado Cotidiano 31/05/2013 14h00Por Elisângela Valença
A orientação é da oftalmopediatra Lusa Reis. “É na infância que podemos prevenir e corrigir uma série de problemas, muitos deles graves”, alerta. O acompanhamento médico rotineiro, do nascimento aos sete anos idade é primordial. “Esta é a fase do que chamamos plasticidade visual. Neste período, a visão está em formação, em adaptação. E é mais fácil e tranquilo prevenir e corrigir problemas”, explicou.
A primeira avaliação visual deve ser feita ainda na maternidade, o famoso ‘teste do olhinho’. “Com ele, é possível se há opacidade, alguma obstrução do eixo visual, entre outros pontos, que podem indicar doenças congênitas, como a catarata”, disse a médica.
A criança deve retornar ao oftalmopediatra em torno dos seis meses de idade, pois, nesta fase, podem surgir alguns problemas, como o estrabismo. Segundo Lusa, até os dois meses, é normal que o olho do bebê fique tortinho. Se passar dos dois meses, já é um problema que deve ser acompanhado pelo médico.
Dos doze meses aos três anos de idade, a criança deve passar por uma nova avaliação oftalmológica. Outra coisa que os pais podem fazer nesta fase é o teste da fotografia. “Aquele reflexo vermelho que aparece nos olhos quando tiramos uma foto com flash é o reflexo da retina. Isso significa que não há nada obstruindo-a. Mas, se no lugar do reflexo vermelho, aparece uma mancha branca, é sinal de problema”, disse Lusa. “Pode ser o retinoblastoma, um câncer muito perigoso, que pode ir para outras áreas do corpo”, acrescentou.
A partir desta fase, não tendo problemas oftalmológicos a serem tratados, a criança pode entrar na rotina de uma consulta por ano, como um adulto. “Na verdade, costumo orientar os pais que adotem como rotina as consultas aos seis meses, com um ano e, a partir daí, de ano em ano”, sugere.
Sintomas
Além das consultas oftalmológicas, os pais devem ficar atentos a características que indicam problemas visuais. “As crianças, principalmente as mais novinhas, não sabem se expressar, explicar que estão com alguma dificuldade. Por isso, os pais devem observar seus filhos com muita atenção”, disse a médica.
Aproximar muito os objetos do rosto para poder enxergar, ficar muito próximo do televisor, apertar os olhos para enxergar são sinais de que há problemas visuais. “Coçar muito, lacrimejar ou entortar os olhinhos são outros sinais de problemas”, explicou.
O uso de tablets, computadores e videogames tem que ser controlado pelos pais. Lusa adverte que, como a visão está em formação, o uso excessivo destes equipamentos pode trazer muitos prejuízos, como aumentar as chances de ter miopia ou piorá-la.
“Até os sete anos, a visão está em formação e o cérebro vai compensando alguma dificuldade. Por isso, nem sempre a criança precisa de óculos, por exemplo. Mas, sem cuidados e atenção, a criança pode desenvolver danos sérios, que poderiam ser evitados ou tratados”, reforçou a oftalmopediatra.

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