Pai e filho tramam homicídio por causa de terras avaliadas em R$ 1,2 mi
Cotidiano 26/01/2016 17h59Por Will Rodrigues
Uma disputa de terras levou pai e filho a planejarem a morte de um empresário no povoado Taboca, em Nossa Senhora do Socorro, na Grande Aracaju. Na tarde desta terça-feira (26), a Secretaria da Segurança Pública apresentou os detalhes da prisão de Otávio dos Santos Vasconcelos, 58 anos (camisa vermelha); seu filho Marcel Alves Vasconcelos, 28 (camisa branca) e Jamisson Santos Monteiro, 35 (camisa preta). Eles são acusados pela tentativa de homicídio contra o empresário Valtemir Barreto do Prado em dezembro do ano passado. Segundo a polícia, o crime foi motivado por uma desavença gerada pela posse de terras estimadas em R$ 1,2 milhão.
No dia 3 de dezembro, quando chegava ao povoado, Valtemir foi abordado por Jamisson, que ao identificá-lo, desferiu vários disparos. Os tiros atingiram a região da cabeça e comprometeram a visão do empresário. “Valtemir ficou vivo porque recebeu socorro imediato, mas ficou gravemente ferido”, diz a delegada Juliana Alcoforado, da 4ª Divisão do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
As investigações apontaram que Otávio nutria um problema cível com Valtemir por conta da propriedade de 120 lotes avaliados em R$ 10 mil cada. A questão foi parar na Justiça e tinha se agravado nos últimos meses porque, apesar de não haver escritura total das terras, elas já estavam sendo pavimentadas por Valtemir. A Polícia começou a traçar as relações interpessoais do suspeito para identificar pessoas que pudessem ter praticado o delito. “Descobrimos Jamisson que seria um antigo colega de trabalho de Marcel e foi reconhecido pela vítima. Pedimos a prisão deles e cumprimos todas nessa segunda-feira (25)”, acrescenta a delegada.Alcoforado destaca que Marcel e Jamisson confessaram o crime, já Otávio alega que não estava presente na cena do crime e não sabia da trama. “O álibi que ele apresentou já foi desconstituído. Tanto ele, quanto o filho articularam essa ação”. O acusado de ter efetuado os disparos disse que não recebeu nada pelo serviço. “Jamisson diz que fez por pura amizade. Ele não conhecia a vítima, não haveria motivo de executar um crime dessa monta contra uma pessoa que ele simplesmente não conhecia, não fosse por recompensa financeira”, observa a delegada.
Nenhum dos presos tem passagem pela Polícia. A delegada pretende concluir o inquérito está semana. Os acusados serão indicados por homicídio qualificado tentado.
Foto: Divulgação SSP/SE

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