Pacientes voltam a ficar sem Radioterapia em Sergipe
Cotidiano 12/02/2016 15h15

Por Fernanda Araujo

Os pacientes de câncer em Sergipe terão que esperar mais uma vez para seguir com o tratamento de radioterapia. O aparelho 2D do Hospital de Cirurgia e o de 3D no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) estão sem funcionar há alguns dias.

O equipamento do Cirurgia parou na quarta-feira (10). Um técnico do Estado chegou a avaliar o problema e conseguiu resolvê-lo ainda na quinta. Os pacientes retomaram o tratamento a partir das 18h, mas no final da noite voltou a apresentar defeito. Na manhã desta sexta-feira (12), os pacientes tiveram que voltar para casa. Na avaliação do técnico, a falha foi encontrada no transformador do aparelho.

“O técnico daqui não conseguiu resolver e vamos aguardar o engenheiro de Fortaleza vir. Ainda não tem previsão de retorno”, explica a assessoria de comunicação do hospital.

Já no Huse, o aparelho, quebrado desde a semana passada, está em manutenção. Ao finalizar os reparos, a assessoria de comunicação afirma que começarão alguns testes para avaliar o funcionamento e a partir disso os pacientes serão chamados para o retorno do tratamento. A peça, chamada ‘placa’, havia apresentado defeito e a nova chegou ao hospital na última sexta-feira (5). Também não foi dado prazo para o retorno do tratamento.

A esperança é que o tratamento do Huse volte na próxima segunda-feira. Mas, para os pacientes, essa espera pode custar caro, já que se a radioterapia é interrompida aumentam as chances de o câncer voltar. “A gente vive com uma arma voltada para a cabeça. Dois aparelhos para o 

estado é muito pouco, são velhos, não suportam a demanda, o Huse atende em média de 60 pacientes por dia e o Cirurgia média de 50 por dia. E a fila não para de crescer, surgem novos casos de câncer diariamente que precisam de tratamento tanto de quimio como de radio. O agravante é que tem pacientes que precisam fazer os dois ao mesmo tempo, se a radio para, tratamento de quimio também”, lamenta Sheyla Galba, do Grupo Mulheres de Peito, que esteve hoje no Cirurgia.

Enquanto isso, os pacientes que são atendidos no estado terão que esperar pelo tratamento. “Não tem o que fazer, infelizmente, porque quem faz radio em Sergipe não pode fazer em Alagoas, por exemplo”, afirma.

Indignada, Galba critica as justificativas dos hospitais. “Não existe uma manutenção preventiva, eles só acionam os técnicos quando a máquina para, a realidade é essa. É como se estivéssemos dando murro em ponta de faca, há quanto tempo a gente vem batendo nessa mesma tecla e não se resolve? É técnico que não tem aqui, tem que chamar de fora. É a mesma história”, afirmou.

Foto 1: arquivo Secretaria de Estado da Saúde

Foto 2: arquivo F5 News

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