Pacientes de baixa complexidade superlotam Ala Azul do Huse
Cotidiano 06/07/2016 15h19

Na manhã desta quarta-feira (6), a aposentada Alda Francisca Lima, 62, levou o filho ao Pronto Socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse), após não encontrar atendimento na rede de saúde municipal. Ela não esperou que as dores do garoto aumentassem. Por ser porta aberta e referência em atendimentos de alta complexidade de urgência, emergência e trauma, o Huse conta com a Área Azul, que recebe pacientes de baixa complexidade e que deveriam ser assistidos pelas Unidades Básicas de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24 Horas), geridas pelos municípios.

“Ele sentia muitas dores de cabeça, vômito, tosse seca e febre. Tentei medicar em casa mas as dores não aliviaram. Então fui até a Unidade de Saúde próxima à minha casa e a recepcionista informou que os funcionários estavam em greve. Não pensei duas vezes e procurei o Huse. Graças a Deus, meu filho foi atendido”, explicou.

Assim como dona Alda, centenas de pessoas também estão procurando a Área Azul do Huse em busca de atendimento e alívio. Isso porque os médicos de Aracaju e servidores municipais da saúde estão em greve, o que acaba comprometendo o atendimento nas UPAs 24 horas e Unidades Básicas.

Somente na última terça-feira (5), foram registrados 103 atendimentos na Área Azul, que conta com capacidade de atendimento para 55 pacientes. Desse total, 22 ficaram internados em observação e para novas avaliações. De acordo com essa estatística, 84 pacientes foram assistidos em poltronas apenas para administração de medicamentos, exames e possível alta médica. Já os outros 19 pacientes foram atendidos em macas para realização de exames específicos, administração de medicações e observação.

Entre os sintomas dos usuários que mais procuram o Huse nesse período estão gripe, febre, dores de cabeça e abdominais, unha encravada, náuseas e diarreia. De acordo com a superintendente do Huse, Lycia Diniz, a superlotação na Área Azul começa a comprometer a demanda e o fluxo do Pronto Socorro do Huse. 

“Diariamente atendemos esses pacientes dentro da normalidade, obedecendo todo nosso planejamento. De repente, temos a nossa demanda aumentada, o que pode gerar transtornos para as equipes e aos próprios pacientes internados. Como a unidade adota o regime porta aberta, o Huse recebe a todos, sem distinção, oferecendo o melhor serviço possível. No entanto, esta demanda exacerbada na Azul, que é a área de triagem, gera superlotação e dificulta a fluidez do atendimento, que deveria ser focado na média e alta complexidade. Mesmo assim, todos os pacientes recebem total a assistência”, destaca. 

Ainda de acordo com a superintendente, “a superlotação prejudica todo o trabalho e a rotatividade de leitos. Muitos pacientes exigem atendimento imediato, sem respeitar a classificação de risco. Quando há um problema na rede municipal, o serviço no Huse é naturalmente comprometido porque toda a demanda vai para ele. Isso ocasiona, também, um aumento de custos de recursos humanos e de insumos muito acima do planejado”. 

Fonte: SES
 

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