Pacientes com câncer ficam sem tratamento especializado no Huse
Cotidiano 03/02/2017 11h18 - Atualizado em 03/02/2017 13h45

Por F5 News

O tratamento de Braquiterapia de fundo está interrompido no Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). A unidade é a única que oferta esse serviço pelo SUS no estado - um tipo de radioterapia interna para pacientes com câncer que retiraram o útero.

Ao todo, 35 mulheres precisam do tratamento. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, o serviço foi suspenso devido à quebra de uma peça do equipamento, primordial para a continuidade do tratamento de fundo.

Porém, segundo o Huse, o serviço de Braquiterapia do Centro de Oncologia não está paralisado. O segundo tipo de tratamento, que é o chamado completo (para aquelas que têm útero), continua sendo realizado para as 33 pacientes da unidade.

Em nota, o Huse informa que o processo de compra da peça para o tratamento de fundo está sendo finalizado pela Fundação Hospitalar de Saúde (FHS); o hospital aguarda a entrega.

“A empresa fornecedora demorou para fazer o orçamento. Compra feita, a FHS aguarda o prazo de entrega pela empresa. A FHS salienta, ainda, que, por se tratar de um equipamento importado, depende do trâmite alfandegário, o que dificulta precisar o tempo de chegada”, resume na nota.

Sobre a Braquiterapia

A Braquiterapia é uma técnica complementar para os casos em que a cirurgia não é uma opção. O método consiste na aplicação de um feixe de radiação diretamente na área com células cancerígenas. A cura é alcançada em cerca da metade dos casos. A braquiterapia sensibiliza a região específica com o irídio 192, fonte radioativa do tamanho de um grão de arroz, por meio de uma cânula. Esse aplicador é guiado até o colo uterino por um robô, uma forma de evitar que a equipe médica esteja em contato com a fonte. Para isso, a paciente fica em posição ginecológica, é sedada e tem seus sinais vitais monitorados durante todo o procedimento.

Em geral, cada sessão dura uma hora, mas o tempo de exposição ao elemento químico varia de oito a 30 minutos. Esse período é planejado por profissionais de física médica, que calibram o equipamento remoto de acordo com a dose que se pretende aplicar na paciente. Como é um tratamento localizado, os efeitos colaterais são menos intensos do que quando a mulher é submetida às práticas mais usadas.

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