Outubro também é o mês da criança desaparecida
Várias ações são realizadas para divulgar a causa Cotidiano 17/10/2014 07h00Por Aline Aragão
A semana de mobilização nacional para busca e defesa da criança desaparecida é realizada no Brasil de 25 a 31 de março, mas como o Dia das Crianças é comemorado em 12 de outubro, muitas pessoas, empresas e instituições aproveitam a data e transformam outubro no mês dedicado às crianças, com ações que buscam homenagear, mas também ajudar crianças carentes e ações voltadas para localizar crianças desaparecidas.
As redes sociais são ferramentas muito utilizadas nesse período, muitas pessoas aproveitam a data e aderem à campanhas em prol das crianças desaparecidas, trocando a foto do perfil por uma foto de criança ou adolescente desaparecido.
No Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, lei 12.127 de 17 de dezembro de 2009 - http://www.desaparecidos.gov.br/ - existem 363 casos cadastrados, em 20 estados. Mas segundo a ONG Desaparecidos do Brasil, a estimativa do Governo Federal é que cerca de 40 mil crianças desaparecem todo ano, e esse número pode ser ainda maior, devido a falta de informação sobre o assunto.
A maior incidência de desaparecimentos ocorre devido ao tráfico de crianças por quadrilhas que atuam em território nacional e internacional, aliciam ou sequestram crianças para fins de venda de órgãos, trabalho escravo infantil, prostituição infantil e adoção ilegal.
Em Sergipe, segundo a delegada Jaciara Santana, responsável por casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes, não há registros. As ocorrências de janeiro até agora 43 envolvem adolescentes na faixa etária de 11 a 15 anos, que em sua maioria, fugiram de casa para viver um relacionamento amoroso não autorizado pelos pais. Mas há também casos de maus tratos e envolvimento com drogas.
A delegada informou também que desses casos, a maioria são meninas, apenas oito são meninos que saíram de casa por envolvimento com drogas. Dos 43, um os pais autorizaram o relacionamento, outros 11 não retornaram para casa, mas mantem contato com a família, “Eles não informam a localização, mas dizem que estão bem, mas mesmo assim continuamos investigando, já que nosso trabalho é conduzi-los ao lar e aos pais”, explica.
A delegada orienta aos pais que acompanhem a vida dos filhos de perto, conversem, procure saber quem são os amigos e fiscalizem o acesso a sites e redes sociais. “Pais e filhos andam muito afastados e, com as novas tecnologias, os filhos estão muito soltos. Hoje em dia, é preciso ficar alerta sempre”, comenta Jaciara.
O que fazer em caso de desaparecimento
Não é necessário esperar 24 horas para registrar o desaparecimento de uma criança ou adolescente. De acordo com a Lei nº 11.259 de 30 de dezembro 2005, o correto é procurar imediatamente uma Delegacia de Polícia Civil mais próxima e fazer o Boletim de Ocorrência.
A Lei que ficou conhecida como “Lei da Busca Imediata” determina a investigação policial imediata em casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. Se a policia se negar em registrar o Boletim de Ocorrência, o Ministério Público ou Conselho Tutelar deverá ser acionado.
Outra ferramenta que pode ser utilizada é o Disque 100 que, além de ser um canal de denúncia de violações de direitos humanos, constitui-se também em uma ferramenta que auxilia na localização de crianças e adolescentes desaparecidos.
Foto: Divulgação

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos

