Oposição quer mudar Lei do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal
Cotidiano 20/02/2017 19h23

O deputado estadual Georgeo Passos (PTC), líder da oposição na Alese, utilizou o grande expediente da sessão plenária desta segunda-feira, 20, para falar sobre a Lei estadual nº 8.180/2016, que criou o Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF). Para o parlamentar, a Lei que foi aprovada no final do ano passado, quebra uma regra constitucional sobre a repartição de recursos com Municípios.

“É uma legislação que mexe com todos os Municípios sergipanos. Afinal, o Estado incrementou a sua receita através da cobrança de encargo correspondente ao percentual de 10% do valor do benefício fiscal concedido a empresas. Ou seja, de um valor que corresponde a receita de ICMS”, comentou.

“E sendo ICMS, a Constituição diz que os Municípios têm direito a 25% desse recurso, enquanto ao Estado cabem 75%. Mas na Lei que instituiu o FEEF não há qualquer citação sobre a divisão. O texto não deixa isso claro. E se não deixa claro, o Governo não tem a obrigação de repartir, o que prejudica todos os 75 Municípios sergipanos”, explicou.

O FEEF reduziu de algumas empresas instaladas em Sergipe o benefício fiscal que concedeu para atraí-las com fundamento na Lei 3.140/1991, que dispõe sobre o Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). Entre os benefícios previstos na Lei do PSDI está o fiscal, ou seja, é possível a redução de até 93,8% do ICMS devido. É nesta redução que, a partir de agora, com a Lei do FEEF, o Governo pretende aumentar sua receita.

“Ou seja, são recursos sim de ICMS. Logo, ao nosso sentir, a receita do FEEF não deve ficar integralmente com o Tesouro Estadual, sob pena de violação à Carta Magna de 1988. Assim, em não sendo modificada, a Lei 8.180/2016 estará causando prejuízos a todos os Municípios. É preciso que isso seja corrigido, pois os Municípios têm direito a uma parte desses recursos. É uma questão de justiça”, assegurou.

Nos municípios, estão os maiores problemas da sociedade, no entanto, com esta política implantada pelo Governo Federal e Estadual as nossas cidades estão sendo prejudicadas, afinal, sempre retiram destas os recursos que a Constituição assegurou, como por exemplo, a redução do IPI, que compõe o FPM e mais uma vez agora, a fatia que cabe aos municípios do ICMS. Não podemos concordar com este drible do Governo. Até quando? Os prefeitos sergipanos devem agir rapidamente para juntos mudarmos a referida lei.

O PL

Para resolver essa questão, foi apresentado um Projeto de Lei, de autoria dos deputados Georgeo Passos (PTC), Luciano Pimentel (PSB), Maria Mendonça (PP), Pastor Antônio (PSC) e Vanderbal Marinho (PTC) acrescentando o parágrafo único ao artigo 6º da Lei que instituiu o FEEF. No artigo, fica definido que 25% da receita obtida com o fundo deverão ser rateados com os municípios.

“Há aqui, uma verdadeira fraude à norma constitucional, que contamina toda a Lei, tornando-a passível de declaração de inconstitucionalidade”, justificou Georgeo. “Deste modo, apresentamos o presente projeto de Lei, a fim de corrigir a afronta aos ditamos Constitucionais”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Mais Notícias de Cotidiano
Pedro Ramos/Especial para o F5News
28/10/2021  09h31 A vida de quem não tem um lugar digno para morar em meio à pandemia
Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Foto: AAN/Reprodução
11/03/2021  18h30 Prefeitura realizará testes RT-PCR em assintomáticos no Soledade
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Foto: Agência Brasil/Reprodução
11/03/2021  17h30 Em dois novos editais, IBGE abre inscrições para 114 vagas em Sergipe
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Foto: SSP/SE/Reprodução
11/03/2021  16h10 Polícia prende suspeito de furtar prédio do antigo PAC do Siqueira
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Foto: SES
11/03/2021  16h10 Com aumento de casos, Sergipe teme falta de insumos hospitalares
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos