Operação Indenizar-se: inquérito deve ser concluído em duas semanas
Cotidiano 05/05/2016 13h58Por Fernanda Araujo
Permanece em fase de conclusão o inquérito da Operação Indenizar-se, que apura o suposto desvio de verbas indenizatórias da Câmara de Vereadores de Aracaju (SE). O Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap) ainda analisa um grande volume de documentação. Só na Câmara foram apreendidos mais de 90 caixas de processos de pagamento.
“Imaginei que fosse algo mais simples, pensei que iria concluir duas semanas após a operação, mas em razão da grande quantidade de pessoas a serem ouvidas e de documentos a serem analisados vamos levar mais um tempo, acredito que conclua em mais duas semanas”, afirma a delegada Danielle Garcia (foto)
A delegada não fala ainda sobre os que serão indiciados, a informação será divulgada posteriormente em coletiva de imprensa. “No momento o que tínhamos para falar foi falado. Posso dizer que o inquérito está bem adiantado e nos próximos dias teremos novidades”. As investigações confirmam o rombo de em torno de R$ 7 milhões, somando a verbas indenizatórias de 2013 a 2015. “Pode ter cifra maior, por isso a investigação tem que ser cautelosa”, diz Garcia.
A delegada falou à imprensa, na manhã desta quinta-feira (05), durante o encontro de representantes de Laboratórios de Lavagem de Dinheiro de todo o Brasil, realizado pelo Ministério da Justiça, na Academia de Polícia Civil, avenida Tancredo Neves, com objetivo de trocar experiências entre os estados. Ela citou como exemplo as operações no estado que tiveram resultados positivos através do laboratório da capital inaugurado há um ano, entre eles o Indenizar-se.
“Fizemos uma apresentação da Polícia Civil de Sergipe sobre casos de sucesso que foram trabalhados pelo laboratório com a nova tecnologia. O laboratório é recente, mas já apresenta resultados significativos, todas as investigações são trabalhadas com laboratório e é isso que dá diferencial no resultado da investigação, é um trabalho mais técnico e robusto que auxilia nas condenações futuras”, explica Danielle Garcia.
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