Operação Horus: integrante de quadrilha do Tocantins é preso em Sergipe
Polícia Civil cumpre 59 mandados judiciais
Cotidiano 21/12/2016 15h26 - Atualizado em 21/12/2016 17h00

Por F5 News

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, nesta quarta-feira (21), a operação Horus, que desarticulou uma das maiores organizações de tráfico de drogas do estado. Foram expedidos 59 mandados judiciais, sendo 21 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 19 mandados de busca e apreensão. Além do Tocantins, os policiais também cumpriram os mandados nos estados de Goiás, Sergipe e Bahia.

Em Sergipe, a operação conta com o apoio do Departamento de Narcóticos, sob o comando do delegado Oswaldo Resende, e tem como objetivo cumprir um mandado de prisão em um município localizado na região Sul do estado.

Segundo o delegado responsável pela operação, Guilherme Rocha, titular da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (DENARC/TO), o alvo é um integrante da quadrilha que está morando há pouco tempo em Sergipe.

As investigações começaram há doze meses, quando foi preso o chefe da quadrilha, Antônio Gomes Boaventura, em Paraíso (TO).

De acordo com o delegado Guilherme Rocha, ao longo deste ano, estima-se que a organização criminosa tenha movimentado quase quatro toneladas de drogas no Estado, sendo que a Polícia Civil conseguiu apreender 268 quilos de maconha, 19,85 quilos de crack e 2,35 quilos de cocaína.

A articulação da organização criminosa

Guilherme Rocha diz ainda que, além do chefe Antônio Gomes Boaventura – que atualmente encontra-se recolhido na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP) - o grupo criminoso contava com pelo menos outras 40 pessoas.

“As drogas vinham de Goiânia e eram armazenadas em tonéis subterrâneos em uma propriedade rural de Antônio, localizada em Porto Nacional. De lá, ela era distribuída na capital e outros municípios do interior do Estado”, afirma o delegado.

A partir de ações pontuais no decorrer do ano e prisões de algumas pessoas, a Polícia Civil pôde fazer conexões e ligações que identificaram os membros da organização.

“O grupo era bem organizado e cada um dos integrantes atuava em distintas partes na ação criminosa, tais como núcleo financeiro, núcleo de transporte, núcleo de segurança armada e núcleo de armazenamento e venda”, comenta o delegado. Cada um dos membros atuava em um ou mais núcleos, sendo que todos eram coordenados por Antonio Gomes Boaventura. “As drogas eram vendidas em todas as regiões de Palmas, para todas as classes sociais”, completa.

Ação conjunta da Polícia Civil e Ministério Público

De acordo com Delegado-Geral de Polícia Civil do Tocantins, Claudemir Ferreira, a efetividade da operação deu-se graças à atuação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). “A intenção é fortalecer ainda mais a parceria com o Ministério Público, fortalecer nossas unidades especializadas e também as delegacias circunscricionais, aumentando o efetivo e, de modo geral, combater não só o narcotráfico, mas a criminalidade, como um todo, no Estado”, afirma o delegado.  

Para o promotor de Justiça e coordenador do GAECO/MPTO, Marcelo Sampaio, os trabalhos de investigação obtiveram sucesso graças ao compartilhamento de informações entre o MP/TO e a Polícia Civil. Para chegar até os envolvidos, foram analisados áudios interceptados, empreendidas diligências de campo, além da realização de pesquisa no banco de dados do laboratório de lavagem de dinheiro do MPTO. “Essa parceria resultou em um duro golpe contra a organização criminosa. Só com instituições articuladas o crime pode ser combatido”, completa o promotor.

*Com informações e fotos da SSP/TO

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