Operação ‘Boa noite trabalhador’ completa quinze dias
Sindicato diz que número de assaltos em ônibus ainda é alto
Cotidiano 08/05/2015 18h00

Por Aline Aragão

A Operação Boa Noite Trabalhador começou a ser realizada após uma reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (SINTRA) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), com o objetivo de combater o crescente número de assaltos a ônibus em Aracaju (SE) e região metropolitana. De janeiro ao dia 05 de maio foram registradas 441 ocorrências.

A operação consiste em abordagem policial aos ônibus e passageiros. Por noite são realizadas blitz em cerca de quatro bairros, em locais estratégicos e de forma alternada. O procedimento é sempre o mesmo: o oficial militar entra no veículo, informa aos passageiros do que se trata a abordagem e pede para que todos desçam para que seja realizada a revista.

Na noite dessa quinta-feira (7), durante a operação que estava sendo realizada no Bairro Lamarão, zona norte de Aracaju, a guarnição abordou dois indivíduos dentro de um ônibus e com eles foi encontrado um tijolo de maconha prensada “in natura”, um isqueiro e uma nota de R$ 20. Ao serem abordados disseram que eram menores de idade, mas não portavam nenhum tipo de documento.

Segundo o tenente Klayton Lima, supervisor da operação na noite passada, desde o começo têm sido comuns cenas como essa. “Além de drogas, temos encontrado também facas e armas de fogo”, disse.

Para o auxiliar de serviços gerais Rosevaldo da Silva, as abordagens devem continuar e acontecer com mais frequência. “É muito importante e a gente se sente mais seguro”, disse.

Quem também aprova a iniciativa é a funcionária pública Valéria Santos. “É muito importante que aconteça isso e todos devem pensar assim, porque da mesma foram que tem trabalhador e gente de bem, tem também bandido”.

Mas de acordo com o presidente do Sintra, Miguel Belarmino, apesar de as ações serem muito importantes, os resultados só foram positivos nos primeiros dias, chegando a zero ocorrência.  Desde então, o número de crimes voltou a crescer, e só nos cinco primeiros dias de maio, foram registrados 25 assaltos.

Belarmino aponta que o problema pode estar na forma como vem acontecendo as blitz. “Tenho informação de que eles estão fazendo sempre nos mesmos lugares, e assim não dá; é preciso fazer em locais alternados, inesperados. Se o malandro sabe que duas vezes por semana vai acontecer em determinado local, ele vai mudar a forma de agir, mas não vai parar, e os números estão aí para provar o que estou dizendo”, explicou.

Em contrapartida, os trabalhadores do transporte coletivo já observam uma melhora. “São comuns assaltos na linha que faço, mas desde que começou a operação a gente já percebeu uma melhora. Só pedimos que o trabalho continue”, disse o motorista Carlos Paixão.

O cobrador Cleberson Santos também destacou a importância da operação. “A gente fica mais seguro sabendo que a polícia está fazendo esse trabalho”.

 

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