ONG utiliza Meio Ambiente para ajudar pessoas a melhorarem de vida
Cotidiano 22/02/2014 11h40Por Laís de Melo
Unindo práticas sustentáveis a desenvolvimento social, o Instituto Canto Vivo realizará um projeto no Presídio Feminino de Sergipe (Prefem) durante dois meses a partir do mês de abril deste ano. As internas terão a grande oportunidade de aprender trabalhos de reciclagem, por meio dos quais poderão extrair de resíduos urbanos os seus sustentos - um projeto que visa não só a conservação dos recursos naturais, , mas principalmente a possível integração futura das presas na sociedade.
Cristiane Nogueira trabalha com reciclagem há 10 anos e está disposta a ensinar as 300 detentas do presídio como reciclar caixas de leite, garrafas PET, etc (observe um exemplo na foto ao lado). Além disso, o trabalho também proporcionará a elas uma melhor alimentação com a chegada das hortaliças. “As presas precisam de mais folhas, precisam comer mais verde. Elas têm uma salada de vinagrete, mas elas precisam de alface, de agrião”, explicou Cristiana, que, acreditando na recuperação daquelas mulheres, irá ensiná-las a preparar uma Horta feita com garrafas PET.
Como todo projeto, a ONG está precisando de incentivo financeiro para poder levá-lo adiante. Para isso, em uma casa doada, e com roupas e sapatos também doados, além da participação de voluntários, está sendo realizado um Bazar Beneficente. As peças variam de 50 centavos até R$ 10,00, e estão sendo vendidas na rua Dom José Tomaz, número 282, no bairro São José. Cristiane, mesmo determinada em concluir esse projeto, revelou que existem dificuldades devido ao destino do dinheiro que será arrecadado no bazar.
“Tem gente que fala que é uma perda de tempo trabalhar em presídio. Eu acho o cúmulo. Uma senhora chegou aqui e falou que elas estão lá porque precisam se recuperar por terem feito coisa ruim aqui fora”, disse. Mesmo entristecida com a reação do público sergipano, Cristiane não tem a intenção de desistir. “Eu quero nesses dois meses trabalhar lá e aproveitar ao máximo no que elas puderam fazer. Tudo o que elas tiverem curiosidade de aprender na questão da sustentabilidade, na questão da educação ambiental elas terão oportunidade”, ressaltou. O Bazar estará acontecendo até o mês de março no mesmo local, aos interessados, podem ir até lá e procurar a voluntária Gisele Bomfim (na foto abaixo, a da esquerda).
Instituição
Segundo Cristiane, a ONG foi registrada no ano de 2004, mas em 2002 a ideia surgiu totalmente diferente do que é hoje. O sonho dela e do marido de fazer com que as matas sergipanas tivessem mais pássaros silvestres levou à origem do Instituto Canto Vivo. Eles compravam aves machucadas, na maioria das vezes encontradas no Mercado Municipal, cuidavam para poder reintroduzi-las na natureza. Só que a falta de formação profissional para esse tipo de trabalho implicou no desenvolvimento, e então ele não foi adiante.
Logo em seguida, surgiu a ideia de montar uma ONG para trabalhar na recuperação de áreas. “Foi uma bióloga do Ibama que nos deu a brilhante ideia de produzir plantas nativas que dariam condições de abrigo aos animais, para eles próprios se reproduzirem e se alimentarem. “Então é isso que eu faço: Onde tiver área desmatada, eu vou e recupero”, disse Cristiane. Sem esquecer, é claro, de reiterar a participação da população local dos lugares em que vai. A essência dos seus trabalhos encontram-se na interação e na ajuda social com pessoas que não tem uma boa qualidade de vida.
“A gente convoca a comunidade, faz palestras em escolas, em paróquia, em igreja. Onde a população estiver nós vamos. Para poder conscientizar. Despertar. Além de mostrar que eles podem gerar renda através de projetos sustentáveis”, concluiu.

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