“Onde foi parar esse dinheiro?”, questiona presidente do Sindifisco
Ele fala do déficit do Estado que impede reajuste salarial da categoria Cotidiano 19/06/2013 20h00Por Fernanda Araujo
O Sindicato do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco) fará um novo ato amanhã (20), às 8h, em frente ao Centro de Atendimento ao Cidadão (Ceac) da avenida Gentil Tavares, em Aracaju. De lá, os auditores sairão em caminhada até a Assembleia Legislativa para pedir o apoio dos parlamentares.
Eles também paralisaram as atividades por 24 horas ontem em frente ao Palácio dos Despachos. Na pauta de reivindicações, os principais pontos são a incorporação da produtividade de função ao vencimento, uma nova Lei Orgânica da Administração Tributária (LOAT), que mexe na carreira de auditor, e reposição salarial inflacionária.
A pretensão ainda é entrar em greve por tempo indeterminado, mesmo com o pedido do governo em sentido contrário. Além da manifestação amanhã, no dia 25 está marcada uma assembleia geral extraordinária. O Sindifisco espera a adesão de todos os trabalhadores.
Segundo o presidente do sindicato, Abílio Castanheira (foto), até o momento o governo não atendeu ao pedido de audiência para as negociações salariais da categoria. Na segunda-feira, 17, a direção do sindicato se reuniu com o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz) em exercício, Oliveira Júnior, mas a informação foi a mesma. O Estado está no limite prudencial por conta de déficits do Fundo de Previdência que causaram dívidas. “De 2012 são dívidas de R$ 480 milhões, e a previsão para 2013 é de R$ 700 milhões”.
De acordo com o sindicalista, tal argumento é um empecilho que o governo impõe para não negociar com a categoria. Sobre o déficit, ele questiona onde foi parar o dinheiro.
“São dívidas que podem aumentar para os próximos 30 anos. O governo tem dois fundos, aos servidores que ingressaram até 2008, outro para os que ingressaram após 2008. Os fundos não se comunicam, o recurso de um não vai para o outro. O primeiro fundo tem um déficit de caixa. O governo sumiu com o dinheiro. Onde foi parar esse dinheiro? Com essa dívida não vamos sair nunca do limite prudencial”, afirmou.
Matéria relacionada

Falta de acesso à habitação persiste e desafia efetivação da cidadania
Testagem ocorre a partir das 8h, na área externa da UBS Carlos Hardmam.
Os contratos terão duração de até um ano, com possibilidade de prorrogação
Homem foi flagrado pelas câmeras de segurança do Ciosp levando uma porta
Secretária Mércia Feitosa lembra necessidade de reduzir ocupação de leitos
