Onça pintada: 28 presos acusados de tráfico, roubos e homicídios
Cotidiano 08/11/2016 11h52 - Atualizado em 08/11/2016 16h36

Por Ingrid Lima e Fernanda Araujo

A operação “Onça Pintada” resultou em 28 prisões além da apreensão de quase 500 quilos de drogas. A ação coordenada pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) teve a participação de cerca de 100 homens de diversas unidades das Policias Militar e Civil. O balanço final foi apresentado, em entrevista coletiva, nesta terça-feira (8)

A operação foi deflagrada nesta segunda-feira (07) com a finalidade de desarticular uma das maiores associações criminosa envolvidas com tráfico de drogas sediada no loteamento Pantanal, em Aracaju.

 “As informações chegaram ao Denarc através do Comando de Operações Especiais (COE) trazendo o mapeamento e informações preliminares de uma associação criminosa que atuava no Bairro Inácio Barbosa, unimos essas informações com o que já tínhamos e começamos a checar a veracidade das informações junto com a rádio Patrulha”, esclarece Osvaldo Rezende, delegado do Denarc.

De acordo com o delegado, Osvaldo Rezende, as investigações tiveram o suporte fundamental o Ministério Público, o poder judiciário e o Departamento de Sistema Penitenciário (Desipe).

“A associação criminosa comandava o tráfico local, do bairro , quando dizemos local é que toda a droga só poderia ser comercializada naquela área , caso houvesse a permissão deles, se não poderia haver confrontos que resultava em homicídios. Além de fornecer drogas para outros bairros da cidade de Aracaju”, explica o delegado.

Segundo o Major Vitor Anderson, comandante da Radiopatrulha, o grupo utilizava o loteamento Pantanal como uma espécie de base para realizar o tráfico de drogas há cerca de cinco meses.

“Todos pertenciam a mesma quadrilha, porém, nem todos tinham ligações restritas, alguns tinham ligação com outros grupos, mas todos que foram presos possuía ligação com o chefe , Ronaldo do Santos, conhecido como Zé do Pantanal”, elucida o major.

De acordo com o comandante da Radiopatrulha, eles agiam também nos estados de Alagoas e São Paulo. O bando não só recebia as drogas, como também atuavam como fornecedor.

Segundo as investigações, o radialista Genilson Kennedy é envolvido diretamente com associação criminosa, chegando a consentir o uso do seu veículo para o transporte de entorpecentes. “Ele era um dos patrões, alguns gerentes foram identificados, e ele possuía ligação direta com o Zé do Pantanal”, aponta o Major Vitor.

De acordo com o Major Vitor, a desarticulação dessa quadrilha irá desestruturar consideravelmente a comercialização de drogas dentro do estado, pois eram responsáveis pelo o abastecimento de drogas por todo o estado de Sergipe.

Além disso, segundo as investigações, a quadrilha é responsável por crimes como roubo, latrocínio e homicídios, além de outros diversos crimes que são relacionados ao tráfico de drogas. Seis mandados de prisão ainda estão em aberto.

“As investigações continuam, diversas equipes estão no encalço desses elementos,  algumas prisões ainda devem ocorrer. O principal deles, que é considera como o chefe do bando, o Zé do Pantanal, foi detido ainda no sábado (05), facilitando as outras prisões”, conclui o major Vitor Anderson.

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