Óleo essencial da aroeira está sendo testado como inseticida
Cotidiano 17/12/2014 13h58

A espécie Schinus terebenthifolius Raddi conhecida popularmente como aroeira pertence à família Anacardiaceae e tem se destacando como potencial para recuperação de áreas degradadas. Pensando na preservação da espécie e na descoberta de novas alternativas para sustentabilidade no Estado, a doutora em Agronomia Andrea YuKwan Villar Shanestá desenvolvendo um estudo sobre o uso alternativo da aroeira. A pesquisa conta com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica de Sergipe (Fapitec/SE), através do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico Regional (DCR), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A aroeira tem demonstrado uma fonte de matéria-prima para fins medicinais. Pesquisas já apontam que os extratos aquosos obtidos da casca da aroeira possuem atividades antifúngica, antibacterianas e ação cicatrizante. A pesquisadora Andrea YuKwan explica que a aroeira é muito procurada pela produção de frutos, mas outras partes da aroeira também podem ser exploradas.

 “Nós sabemos que hoje, aroeira é muito procurada pela produção de frutos. Pensamos em estudar outras partes que envolva o composto e sirva como produção de interesse comercial. Então, o meu projeto visa o estudo de outras formas de exploração da espécie em Sergipe”, destaca Andrea.

O grupo de pesquisa realizou as visitas de campo no município de Neopólis em mata fechada. Segundo Andrea, já havia um grupo no estado que realizava estudos com a aroeira, o que facilitou o desenvolvimento da pesquisa.Com as visitas de campo, foi identificado que o óleo da folha da aroeira pode ser utilizado como inseticida, mas ainda está em fase de experimento.

 “O piretróide já é conhecido cientificamente. Ele é usado em inseticida, então seria um dos usos. Vimos que o composto tem maior quantidade nesse efeito. Nós ainda não isolamos o composto, mas já sabemos que estamos no caminho certo”, ressalta.

Preservação                                                                                    

A pesquisadora AndreYu faz um alerta para a preservação da aroeira, que segundo a pesquisadora, corre risco de extinção por causa da exploração inadequada da espécie, principalmente na região do Baixo São Francisco Sergipano.

“Nós sabemos que aroeira pode ser estabelecida em um ano dentro da casa do cultivo de vegetação. É bom chamar atenção para preservação da espécie e dar continuidade ao estudo para plantar, cultivar e fazer essa produção em larga escala do óleo essencial das folhas. Todo esse processo pode gerar uma cooperativa de trabalho no interior, assim como em outros Estados , a exemplo de Alagoas que tem uma cooperativa de catador de aroeira, então nada impede de trazermos para Sergipe”, acrescenta. 

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