Oito cidades sergipanas têm alto risco de infestação do Aedes aegypti
Cotidiano 13/06/2016 11h00

Da Redação

Dados do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretária da Saúde de Sergipe (SES), mostram que oito municípios do interior sergipano estão na zona de alto risco de infestação do mosquito transmissor da Dengue, Febre Chikungunya e Zika Vírus.

A cidade de São Domingos aparece na ponta da lista (10,4), seguida por Siriri (6,5), Itabaiana (5), Pedrinhas (4,8), Porto da Folha (4,7), Nossa Senhora da Glória (4,6), Aquidabã (4,4) e, por último, Rosário do Catete (3,9).

O novo LIRAa mostra ainda que 31 municípios estão na zona de médio risco de infestação. São eles: Nossa Senhora Aparecida e Salgado (3,8); Laranjeiras, Simão Dias e Monte Alegre (3,7); Nossa Senhora das Dores (3,1); Carira e Malhador (2,8), Capela, Pinhão (2,6); e Moita Bonita e Itabaianinha (2,4); Neópolis, Frei Paulo, São Cristóvão, (2,2); Tobias Barreto (2); Carmópolis e Ribeirópolis (1,8); Poço Redondo, Cristinápolis e Santana do São Francisco (1,7); Boquim, Lagarto, Maruim e Propriá (1,5); Riachuelo (1,2); Barra dos Coqueiros (1,1); Campo do Brito, Cedro de São João, Estância e Indiaroba (1).

Os outros 13 municípios estão classificados como de baixo risco, segundo a avaliação do LIRAa. São eles: Arauá e Pirambu (0); Itaporanga D’Ajuda (0,3); Areia Branca, Japoatã e Santo Amaro das Brotas (0,4); Tomar do Geru (0,5); Canindé do São Francisco, Feira Nova, Nossa Senhora do Socorro e Umbaúba (0,6); e Aracaju e Poço Verde (0,8). A cidade de Japaratuba não apresentou informações.

Embora não tenha havido uma variação no número de municípios na classificação de risco entomológico entre os meses de janeiro e maio, a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, chama atenção para as regiões que saíram da classificação de alto risco para médio, a exemplo de Tobias Barreto, Simão Dias, Itabaianinha, Pinhão e Tomar do Geru. “Isso mostra que o trabalho continuado de intervenção nos criadouros do Aedes aegypti, bem como as ações educativas e intersetoriais, fazem com que os indicadores sejam reduzidos”, avalia.

A coordenadora ressalta o caso de municípios que reduziram os índices, passando da classificação de médio para baixo risco de infestação, como as cidades de Aracaju, Arauá, Areia Branca, Feira Nova, Itaporanga D’Ajuda, Japoatã e Poço Verde.

“Os meses seguintes, de junho a agosto, são considerados de baixa temperatura, e um período mais chuvoso. No entanto, a SES alerta para que as ações não sejam diminuídas ou paralisadas, pois o Aedes se reproduz durante todo o ano”, enfatiza Sá.

*Com SES

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