OAB/SE repudia comentários preconceituosos contra sergipanos
Ataques foram publicados na internet após bloqueio do Whatsapp
Cotidiano 03/05/2016 12h29

Por Fernanda Araujo

Uma onda de comentários maldosos e, extremamente, preconceituosos contra os sergipanos chegou ao Twitter após a suspensão do Whatsapp no Brasil por 72 horas. O juiz de Lagarto, Marcel Montalvão, que determinou o bloqueio do aplicativo na segunda-feira (02), foi um dos alvos das publicações ofensivas.

Em entrevista ao F5 News, o presidente da OAB Seccional Sergipe, Henri Clay, afirma que a situação é inadmissível e defendeu o juiz. “Nós sabemos da sua lisura, do seu compromisso com a magistratura, seriedade e firmeza no combate ao crime organizado. É um profissional que não merece e não pode ser aviltado na sua honra, não é pelo fato de ser um juiz do interior de Sergipe que não tenha a jurisdição e a competência em tomar medidas judiciais que estão previstas na lei da Constituição”, ressalta.

Segundo o presidente, a reação dos internautas é absurda e lembra que a decisão de bloqueio do aplicativo não foi única e exclusiva da Justiça do Estado. Ele observa ainda que, na lei processual, qualquer juiz tem o poder judicial, dentro do sistema jurídico, para tomar medidas que possam tornar efetivas as decisões judiciais.

“Esse não é o primeiro caso de suspensão do aplicativo. A primeira decisão foi de São Paulo, então, pessoas preconceituosas aproveitam para denegrir o Estado de Sergipe. É completamente descabido. Assim como pode em São Paulo, também pode um juiz de Sergipe. Não há na lei, na constituição, qualquer tipo de discriminação. É proibido. O que discute é se essa medida, especificamente, exagerou. Se é proporcional ou desproporcional ao caso concreto por atingir uma sociedade inteira”, afirma.

“Hoje penso que existe o Marco Civil da internet que é para regular, dar esse controle do que se fala, do que se publica na internet, nas redes sociais. Se fala muita besteira. Humberto Eco disse o seguinte: a rede social inaugurou no século XXI um canal em que se possibilita um espaço para a imbecilidade, para os imbecis falarem. É um imbecil que consegue que sua voz ecoe para todo mundo uma imbecilidade dessa natureza”, aponta.

No entanto, a OAB não deve adotar alguma medida para o caso. “Não necessariamente a OAB toma medidas, mas o próprio judiciário. Se a OAB fosse se preocupar com o que se fala nas redes sociais não vai fazer mais nada. Porque não é o primeiro e não será o último. A rede social tem sido, infelizmente, um palco de muitas imbecilidades. É interessante, mas também dá espaço para que imbecis possam falar suas bobagens”, ajuíza. 

Correio Braziliense

​Foto: arquivo Fernanda Araujo/F5 News

 

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