OAB/SE recebe denúncia sobre foco de tuberculose em presídio
Cotidiano 02/02/2017 16h18 - Atualizado em 02/02/2017 17h54

Por Will Rodriguez

Um dos maiores focos de tuberculose em Sergipe está no Complexo Penitenciário Manoel Carvalho Neto (Copemcan), em São Cristóvão. A denúncia foi feita pelo vereador de Aracaju Marcos Soares, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SE), nessa quarta-feira (1º).

Segundo o vereador, há um risco de epidemia da doença no maior presídio do estado e a disseminação pode ser acelerada em decorrência das visitas semanais que levam mais de mil pessoas à cadeia.  

“São vários presos que estão na enfermaria e nas alas e não estão sendo tratados. Todos nós corremos o risco de epidemia se as autoridades competentes não fizerem algo para reverter a situação. Pensamos nas crianças que visitam os pais e nos agentes que trabalham lá”, disse o vereador.

O presidente da Ordem, Henri Clay Andrade, voltou a classificar a unidade prisional como um cenário de calamidade e violação dos direitos humanos. “Essa é uma denúncia gravíssima: mais de mil pessoas frequentam semanalmente o presídio e isso pode eclodir em uma epidemia de tuberculose no estado, em decorrência da negligência do poder público em relação à saúde”, alertou.

Em entrevista ao F5 News, o coordenador de Saúde da Secretaria de Estado da Justiça (Sejuc), Tiago Rodrigues, confirmou a existência de 19 presos em tratamento contra tuberculose naquela unidade prisional.

Segundo ele, a partir do diagnóstico os pacientes ficam isolados por 15 dias, período em que pode haver infecção. No entanto, o coordenador admite que a questão de saúde é agravada pela superlotação das carceragens. “É complicado fazer a separação de todos os internos que mantiveram contato com o paciente”, disse.

Ainda de acordo com Tiago Rodrigues, semanalmente os internos que mantiveram contato são submetidos a exames que são enviados à Secretaria da Saúde de São Cristóvão, responsável sanitário pela área, para acompanhar a prevalência de infecções.

F5 News também procurou o Sindicato dos Agentes Prisionais (Sindipen) para comentar o assunto, mas a entidade não se manifestou até a publicação desta notícia. No começo do mês, o Sindicato denunciou a superlotação na enfermaria da unidade. 

A Ordem já requereu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a interdição do Copemcan, mas a questão ainda não foi julgada. No mês passado, a segunda turma do STJ liberou a custódia de novos presos por um período de três meses.

A unidade foi construída com 800 vagas, mas comporta mais de 50% da população carcerária de Sergipe, cerca de 2.800 detentos. 

*Com informações da OAB/SE

 

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